BookaHolics From Hell 3 - Returns: 2010

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Capitulo 36

Eu frequentemente sonhava que estava acordando com Dimitri, acordando de uma forma que era. . . maravilhosa. Doce. Não é porque estavamos às pressas tentando pegar no sono antes de lutar contra o nosso próximo inimigo. Não é porque estávamos nos recuperando do sexo que fizemos, um sexo carregado de bagagens e complicações inumeráveis. Eu só queria acordar junto, nos braços, e que esse seja um bom dia.
Hoje foi aquele dia.
 
"Há quanto tempo você está acordado?" Perguntei sonolenta. Minha cabeça estava sobre seu peito, e eu estava enrolada nele da melhor forma que pude. Minhas feridas estão cicatrizando rapidamente, mas eu ainda tinha de ser mimada. Nós encontramos algumas soluções criativas na noite passada. A luz do sol agora entrava através das janelas, enchendo o meu quarto com ouro.
Ele estava me observando, daquela sua forma silênciosa, com aqueles olhos escuros que eram tão fáceis de se perder. "A pouco de tempo", ele admitiu, levantando seu olhar para a janela repleta de sol. "Eu acho que ainda estou com uma programação humana. Ou isso, ou o meu corpo só quer estar de pé quando o sol também estiver. Vê-lo ainda é surpreendente para mim."
 
Eu segurei um bocejo. "Você deveria ter se levantado."
 
"Eu não queria incomodar você."
 
Corri meus dedos sobre seu peito, suspirando de contentamento. "Esta é a perfeição", eu disse. "E todo dia vai ser assim?"
 
Dimitri descansou a mão no meu rosto e depois virou para baixo, levantando meu queixo. "Não todos os dias, mas na maioria deles."
Nossos lábios se encontraram, o calor e a luz da sala empalideceram comparado com o que queimou dentro de mim.

"Eu estava errada, eu murmurei quando nós finalmente quebramos o longo beijo. "Esta é a perfeição."
 
Ele sorriu, algo que ele estava fazendo muito ultimamente. Eu adorei. As coisas provavelmente mudariam assim que estivessemos de volta ao mundo. Mesmo que estivéssemos juntos agora, o lado Guardião de Dimitri estaria sempre lá, pronto e vigilante. Mas não agora. Não neste momento.
 
"Qual é o problema?" Ele me perguntou.
 
No começo, percebi que ele começou a olhar sério. Tentei relaxar meu rosto. Do nada, as palavras de Adrian voltaram para mim, que a próxima vez que eu estivesse na cama com Dimitri, eu deveria pensar em outros que não estavam tão felizes.
 
"Você acha que eu arruino vidas?" Eu perguntei.
 
"O quê? Claro que não." O sorriso mudou para choque. "De onde é que você tirou essa idéia?"
 
Eu encolhi os ombros. "Há apenas um monte de pessoas cujas vidas ainda estão em uma espécie de confusão. Meus amigos, quero dizer."
 
"Na verdade," ele disse. "E deixe-me adivinhar. Você quer arrumar os problemas de todos."
Eu não respondi
Dimitri me beijou novamente. "Roza" disse ele, "É normal querer ajudar as pessoas que você ama. Mas você não pode consertar tudo."
 
"É o que eu faço", eu falei, me sentindo um pouco petulante. "Eu protejo as pessoas."
"Eu sei, e isso é uma das razões que eu amo você. Mas, agora, você só tem que se preocupar sobre como proteger uma pessoa: Lissa."
 
Deitei-me contra ele, percebendo que meus ferimentos foram realmente melhorando constantemente. O meu corpo seria capaz de fazer todos os tipos de coisas em breve. "Suponho que isso significa que não podemos ficar na cama o dia todo?" Perguntei esperançosa.
"Acho que não", disse ele, correndo levemente as pontas dos dedos ao longo da curva do meu quadril. Ele não parecia se cansar nunca de estudar o meu corpo. "Eles vêm em primeiro lugar."
 
Eu trouxe a minha boca na direção dele. "Mas não por pouco tempo."
 
"Não", ele concordou. Sua mão deslizou até a parte de trás do meu pescoço, pendurada no meu cabelo enquanto ele me aproximou dele. "Não por pouco tempo"
 
Eu nunca tinha assistido a uma coroação real antes, e honestamente, eu esperava que nunca mais assistisse. Eu só queria que houvesse uma única votação para rainha em toda a minha vida.
 
Misteriosamente, a coroação era uma espécie de oposto do funeral de Tatiana. Qual era o velho ditado? A rainha está morta. Vida longa a rainha.
É costume o próximo monarca passar a primeira parte do dia de coroação na igreja, provavelmente para orar por orientação, força, e todas essas coisas espirituais. Eu não tinha certeza o que o costume fazia no caso dos monarcas ateus. Provavelmente eles fingiam. Já Lissa, que era bastante devota, eu sabia que não era um problema e que ela provavelmente estava orando de verdade, ela vai fazer um bom trabalho como rainha.
 
Após a vigília, Lissa e uma enorme procissão caminharam de volta através da Corte para o prédio do palácio, onde a coroação ocorreu.
 
Representantes de todas as famílias reais se juntaram a ela, junto com os músicos que tocavam músicas muito mais alegres do que tinham tocado para a procissão de Tatiana. Os Guardiões de Lissa, - ela tinha uma frota agora - andavam com ela. Eu estava entre eles, usando o meu melhor em preto e em branco, inclusive a gola vermelha me marcando como uma Guardião real. Aqui, pelo menos, havia uma diferença notável em relação ao funeral. Tatiana estava morta, seus Guardiões foram para o show. Lissa estava muito viva, e mesmo que ela ganhou a votação do Conselho, ela ainda tinha inimigos.
 
Meus colegas e eu estávamos em estado de alerta.
 
Não que você pensaria que precisavamos estar, não com a forma como os espectadores aplaudiram. Todos aqueles que tinham acampado durante os testes e eleição haviam ficado para esta fanfarra, e ainda tinha aparecido mais. Eu não estava certa se já houve tantos Moroi em um só lugar.
 
Depois da caminhada longa e sinuosa que Lissa fez para o prédio do palácio , eles esperaram em uma pequena antecâmara adjacente ao que servia como a sala do trono Moroi. A sala do trono quase nunca era utilizada para os negócios modernos, mas de vez em quando, - como uma nova
rainha tomando posse, - os Moroi gostavam de retirar as antigas tradições. O quarto era pequeno e não caberiam todas as testemunhas que estavam do lado de fora. Ele não conseguia se quer suportar a procissão inteira. Mas, o Conselho e a mais alta patente de membros da realeza estavam lá, juntamente com alguns seletos convidados de Lissa.
 
Eu fiquei fora, ao lado, observando o glamour ostentado. Lissa ainda não fez sua entrada triunfal, então havia um zumbido baixo de conversa. A sala estava toda verde e ouro, foi dada uma remodelada profunda e rápida nos últimos dias, o cotume diz que as cores da família que governa dominam a sala do trono. O próprio trono sobe alto contra a parede mais distante, acessível por degraus. Esculpido de madeira que eu não podia identificar, eu sabia que o trono havia sido carregado por todo o mundo pelos monarcas Moroi por séculos. As pessoas estavam se alinhando em posições cuidadosamente atribuídas, se preparando para quando Lissa entrasse. Estava estudando um dos lustres, admirando o quão realista pareciam as “velas” nele. Eu sabia que eram elétricas, mas os artesãos fizeram um trabalho incrível. Tecnologia mascarada com a glória do velho mundo, bem como os Moroi gostam. Um pequeno cutucão desviou minha atenção.
“Ora, ora,” eu disse. “Se não são as pessoas responsáveis por soltar Rose Hathaway no mundo. Vocês têm muito para reponder.”
Meus pais ficaram em pé diante de mim com suas vestes típicas e contrastantes. Minha mãe vestia a mesma roupa de guardião que eu, uma camisa branca com calças pretas. Abe estava... bem, Abe. Um terno risca de giz preto, com uma camisa social também preta por baixo. Borrifada contra a escuridão estava uma brilhante, uma gravata de paisley amarelo-limão. Um lenço de mão combinando saltava de um dos bolsos do paletó. Além de seus brincos dourados e correntes, ele também usava um chapéu preto, o que era uma nova adição ao seu guarda roupa estranho. Acho que ele quis mostrar tudo em um evento como esse, e pelo menos não era um chapéu de pirata.
“Não nos culpe,” disse minha mãe. “Nós não explodimos metade da Corte, roubamos uma dúzia de carros, chamamos um assassino no meio da multidão, ou fizemos de nossa amiga adolescente uma rainha coroada.”
“Na verdade,” disse Abe, “Eu explodi metade da Corte.”
Minha mãe o ignorou, sua expressão suavizando enquanto ela me estudava com seus olhos de guardiã. “Sério... como você se sente?” Eu os vi apenas brevemente nos dias desde que acordei, só o bastante para todos nós vermos se estavamos bem. “Você está fazendo muito estando de pé hoje. E eu já disse a Hans pra não te deixar em turno integral por enquanto.”
Foram as coisas mais maternais que eu já a ouvi dizer. “Eu... eu estou bem. Muito melhor. Eu poderia entrar em turno integral agora mesmo.”
“Você não fará tal coisa,” ela disse, no tom exato que ela usaria para dar ordens a uma tropa de guardiões.
“Pare de mimá-la, Janine.”
“Não a estou mimando! Estou cuidando dela. Você a está corrompendo!”
Eu olhei para eles em espanto. Não sabia se estava testemunhando uma briga ou preliminares de uma. Eu não estava assustada com nenhuma das opções. “Tá, tá, apenas se afastem. Eu sobrevivi, certo? É isso o que conta.”
“É,” disse Abe. Ele de repente parecia muito fraternal, o que me assustou muito mais do que o comportamento da minha mãe. “E apesar da destruição de propriedade e lista da leis quebradas que você deixou, estou orgulhoso de você.” Eu suspeitava que, secretamente, ele estava orgulho por causa dessas coisas. O comentário do meu interior cínico foi calado quando minha mãe concordou.
“Estou orgulhosa também. Seus métodos não foram... ideais, mas você fez algo grande. Grandes coisas, na verdade. Encontrar o assassino e Jill.” Eu a notei cuidadosamente pronunciando “o assassino”. Eu acho que ainda era dificil para todos nós aceitar a verdade sobre Tasha. “Muita coisa vai mudar por causa de Jill.”
Todos nós olhamos para o trono. Ekaterina estava de pé de um lado, pronta com o livro dos votos reais. O outro lado era onde os membros da família do monarca ficava – mas apenas uma pessoa estava ali. Jill. Alguém fez um bom trabalho em limpá-la. Seu cabelo ondulado foi elaboradamente estilizado e preso, e ela vestia um vestido na altura dos joelhos, com um colarinho largo, mal mostrando seus ombros. O corte do vestido a deixou mais magricela, e o cetim verde escuro ficou ótimo com suas feições. Ela estava ereta, queixo erguido, mas havia ansiedade por ela toda, deixando mais óbvio que ela estava notávelmente sozinha.
Olhei de volta para Abe, que encontrou meus olhos com expectativa. Tinha muitas perguntas pra ele, e ele era um dos poucos que talvez me contasse a verdade. A questão era: quais perguntas fazer? Era como ter um gênio. Eu só teria um tanto de desejos.
“O que vai acontecer com Jill?” perguntei por fim. “Ela vai simplesmente voltar pra escola? Eles vão treiná-la pra ser uma princesa?” Lissa não poderia ser princesa e rainha, então seu velho titulo iria para a próximo membro mais velho da familia.
Abe não respondeu por alguns segundos. “Até que Lissa possa mudar a lei – e esperançosamente, ela irá – Jill é tudo o que a permite manter o trono. Se algo acontecer com Jill, Lissa não será mais rainha. Então. O que você faria?”
“Eu a manteria a salvo.”
“Então, você tem a sua resposta.”
“O sentido é meio amplo,” disse. “’Segura’ pode significar muita coisa.”
“Ibrahim,” advertiu minha mãe. “Basta. Não é o momento e nem o lugar.”
Abe segurou meu olhar por mais um tempo e então sorriu facilmente. “Claro, claro. Este é um encontro familia. Uma celebração. E olhe: aqui está o nosso mais novo membro.”
Dimitri tinha se juntado a nós e se vestia de preto e branco como minha mãe e eu. Ele ficou ao meu lado, notávelmente sem me tocar. “Sr. Mazur.” Ele disse cumprimentando educadamente com um aceno de cabeça para os dois. “Guardiã Hathaway.” Dimitri era sete anos mais velho do que eu, mas aqui, encarando meus pais, ele parecia ter dezesseis e pronto para me levar para um encontro.
“Ah, Belikov,” disse Abe, apertando a mão de Dimitri. “Estava esperando nos esbarrarmos. Eu realmente gostaria de te conhecer melhor. Talvez possamos reservar algum tempo pra conversar, aprender mais sobre vida, amor, etc. Você gosta de caçar? Você parece um caçador. Isso é o que devemos fazer algum dia. Eu conheço um lugar legal na mata. Bem, bem longe. Nós podemos fazer um dia. Eu certamente tenho muitas perguntas a te fazer. Muitas coisas que eu gostaria de te dizer, também.”
Eu lancei um olhar aterrorizado para minha mãe, implorando silenciosamente para que ela parasse isso. Abe passou um bom tempo conversando com Adrian quando nós saímos, explicando em detalhes vividos e nojentos exatamente como Abe esperava que sua filha fosse tratada. Eu não queria Abe levando o Dimitri sozinho para a vida selvagem, especialmente se armas de fogo estavam envolvidas.
“Na verdade,” disse minha casualmente. “Eu gostaria de ir junto. Também tenho um numero de perguntas – especialmente sobre quando vocês dois voltaram para a St. Vladimir.”
“Vocês não têm algum lugar pra ir?” eu perguntei rapidamente. “Estamos prestes a começar.”
Aquilo, pelo menos, era verdade. Quase todo mundo estava em formação, e a multidão estava quieta. “Claro,” disse Abe. Para minha surpresa, ele deu um beijo na minha testa antes de se afastar. “Estou feliz que você esteja de volta.” Então, com uma piscadela, ele disse para Dimitri: “Ansioso para nossa conversa.”
“Corra,” eu disse quando eles se foram. “Se você fugir agora, talvez eles não notem. Volte para a Sibéria.”
“Na verdade,” disse Dimitri. “Estou certo de que Abe notaria. Não se preocupe, Roza. Não estou com medo. Vou aceitar qualquer comentário hostil que eles tenham a me dar por estar com você. Vale a pena.”
“Você realmente é o homem mais corajoso que eu conheço,” disse a ele.

Ele sorriu, sesu olhos indo para uma pequena comoção na entrada do salão. "Parece que ela está pronta", ele murmurou.
"Espero que eu esteja," eu sussurrei de volta.
De forma gradiosa, um arauto (*tipo um mensageiro) trouxe a atenção do salão. Se fez um perfeito silencio. Não se podia ouvir nem a respiração.
Lissa entrou, e mesmo que eu a tenha visto a menos de meia hora atrás, eu perdi meu folego. Ela estava usando um vestido formal, mas mais uma vez se esquivou das mangas. Sem duvida a costureira teve que fazer uns ajustes. O vestido era longo, com uma saia de seda e camadas de chiffon que balançavam em torno de Lissa enquanto ela caminhava para frente. O tecido era igual seus olhos de Jade, como a parte de cima do vestido, com uma gola que dava a impressão de ser um colar. Combinando com o cinto do vestido coberto de esmeraldas e braceletes que completavam o look. Se ucabelo estava solto, escovado para brilhar, uma perfeição platinada, como uma própria aura.
Christian andava ao seu lado, um contraste com seu cabelo e roupa preta. O s costume estavam mudando significativamente hoje desde que normalmente seria um membro da Familai a escoltado Lissa, mas...bem, estava meio que faltando isso para ela. Até mesmo eu tive que admitir que ele estava bonito, e seu amor e orgulho por ela espelhados em seu rosto - não impotando quais sentimentos perturbados ele estivesse tendo em relação a Tasha. Lorde Ozera, eu me lembrei. Eu tive um pressentimento de que esse titulo se tornaria cada vez mais importante agora. Ele levou Lissa até a base do Trono e então se juntou ao resto da Familia Ozera junto da multidão.
Ekaterina fez um pequeno gesto em direção de um enorme travesseiro de cetim na frente dos degraus. "Se ajoelhe".
Houve uma rápida hesitação da parte de Lissa, que eu acho eu só eu percebi. Mesmo sem o laço, eu estava tão sintonizada com seus gestos e pequenas ações que eu podia perceber essas coisas. Seus olhos foram para Jill. A expressão da Lissa não mudou, e foi tão estranho não saber seus sentimentos. Eu podia fazer alguns palpites. Incerteza. Confusão.
De novo - a pausa foi só um momento maior. Lissa se ajoelhou, artisticamente espalhando espalhando a saia em torno dela. Ekaterina sempre tinha aprecido tão fragil e enrugada naquela sala de testes, mas enquanto ela ficava de pé com o Livro Antigo de Coroação Moroi, eu podia sentir um poder ainda dentro da Ex-Rainha.
O livo estava em Romeno, mas Ekaterina traduziu sem esforço enquanto ela o lia alto, começando com um discurso sobre o que era esperado de um Monarca e então indo apra os votos que a Lissa tinha que jurar.
"Você irá servir?"
"Você irá proteger seu povo?"
"Você será justa?"
Eram 12 ao todo, e Lissa teve que responder "Eu irei" trÊs vezes para cada um: em Inglês, em Russo, e em Romeno. Não ter o laço para confirmar seus sentimentos ainda era estranho, mas eu podia ver em seu rosto que ela quis mesmo dizer cada palavra. Quando essa parte terminou, Ekaterina chamou Jill para frente. Des a ultima vez que tinha percebido a garota, alguém a tinah dado a coroa para segurar. Tinha sido customizada para Lissa, uma peça de ouro braco e amareloentrelaçada com esmeraldas e diamantes. Complementava seu traje, e, eu percebi de súbito, Jill também.
Outra tradição era de que o Monarca devia ser coroado por um membro da família, e foi isso que foi dado para Jill. Eu podia ver suas mãos tremendo enquanto ela colocava a jóia na cabeça de sua irmã, e seus rostos de encontraram rapidamente. Um flash de emoções conflituosas passaram pelos olhos de Lissa mais uma vez, indo rápido assim que Jill saiu de perto e o peso da cerimonia tomou o primeiro plano.
Ekaterina levantou sua mão para Lisa. "Levante," ela disse. "Você nunca mais irá se ajolehar para alguém." Segurando a mão de Lissa, Ekaterina virou assim as duas podiam encarar o resto de nós no salão. Com uma voz surpreedente para seu pequeno corpo, Ekaterina declarou, "Rainha Vasilisa Sabina Rhea Dragomir, primeira de seu nome."
Todos na sala - tirando Ekaterina - se ajoelhou, cabeças baixas. Apenas alguns segundos se passaram antes de Lissa dizer, "Levantem-se". Me disseram que estava nos "critérios" dos Monarcas (*me desculpem, mas não achei uma melhor tradução). Alguns Reis e Rainhas novos gostavam de fazer os outros se ajoelharem bom um longo tempo.
Papelada seguida, que todos assistimos respeitosamente. Basicamente, era Lissa assinando para dizer que ela tinha sido feita Rainha enquanto Ekaterina a algumas testemunhas assinavam que eles tinham visto isso acontecer. Eram três copias no papel ornamento que os Moroi tanto amavam. Um deles era timbrado num papel branco, que iria para os Alquimistas.
Quando as assinaturas estavam acabadas, Lissa tom ou seu lugar no trono, e vendo ela subir aqueles degraus foi de tirar o folego, uma imagem que ficará comigo apra o resto da minha vida. O salão irrompeu em aplausos e palmas quando ela se sentou na cadeira ornamentada. Até mesmo os guardiões, que normalmente ficavam tão sérios, se juntaram aos aplausos e celebração. Lissa sorriu para todo mundo, escondendo qualquer traço de ansiedade que sentia.
Ela escaneou o salão, e seu sorriso ampliou quando ela viu Christian. Então ela me procurou. Seu sorriso para ele tinah sido carinhoso; o meu foi um pouco engraçado. Eu sorri devolta, imaginando o que ela diria se pudesse.
"O que é tão engraçado?" perguntou Dimitri, olhando para mim com divertimento.
"Estava apenas pensando no que Lissa diria se ainda tivéssemos o laço."
Numa quebra muito feia do protocolo de guardião,ele pegou minha mão e me puxou em direção a ele. "E?" perguntou ele, me envolvendo num abraço.
"Eu acho que ela perguntaria, 'No que nós nos metemos'?"
"E qual é a resposta?" seu calor estava todo ao meu redor, assim como seu amor, e de novo, eu senti aquela plenitude. Eu tinha aquela parte perdida de mim de volta. A alma que complatava a minha. Minha combinação. Meu igual. Não apenas isso, eu tinah minha vida de volta - minha própria vida. Eu iria proteger a Lissa, eu iria servir, mas eu era finalmente eu mesma.
"Eu não sei," eu disse, inclinando-me para seu peito. "Mas eu acho que será bom."

FIM

T.T

Traduzido por Nah e Mandy e Finti

Capitulo 35

Eu desejei que Lissa “precisasse” de mim para ir tirar um exército de Strigoi. Eu teria me sentido mais à vontade com isso do que o que ela precisava fazer agora: encontrar-se com Jill para discutir a coroação. Lissa me queriam lá para apoio, como uma espécie de intermediário. Eu não era capaz de andar muito bem ainda, por isso esperamos um dia. Lissa parecia feliz com a demora.
Jill estava esperando por nós em uma pequena sala que eu nunca esperava ver novamente: a sala, onde Tatiana me havia repreendido por andar com
Adrian. Tinha sido uma experiência muito estranha, no momento, já que Adrian e eu não estávamos efectivamente envolvidos na época. Agora, depois de tudo o que tinha ocorrido entre ele e eu, apenas senti….estranho. Confuso. Eu ainda não sabia o que tinha acontecido com ele desde a prisão de Tasha.
Andar ali, também me senti terrivelmente….sozinha. Não, não sozinha. Desinformadas. Vulneráveis. Jill estava sentada numa cadeira, com as mãos cruzadas sobre o colo. Ela olhava para a frente com um rosto ilegível. Ao meu lado, as características da própria Lissa eram igualmente brancos. Ela sentiu… bem, essa era a coisa. Eu não sei. Eu não sei. Quer dizer, eu poderia dizer que ela estava desconfortável, mas não houve pensamentos na minha cabeça a apontar-me para fora. Eu tinha detalhes. Novamente, eu me lembrei que o resto do mundo funcionava assim. Você funcionava sozinha. Você fazia o melhor para administrar situações estranhas, sem a visão mágica de uma outra pessoa. Eu nunca me tinha apercebido como eu tinha admitido tomar muito o pensamento de apenas uma outra pessoa.
A única coisa que eu tinha a certeza era que ambas, Lissa e Jill, estavam assustadas com a outra - mas não por mim. Foi por isso que eu estava aqui.
“Hey, Jill,” eu disse, sorrindo. “Como você está?”
Ela bateu fora qualquer pensamento que estavam a ocupa-la e saltou da cadeira. Eu pensei que aquilo era estranho, mas depois fez sentido. Lissa. Você se levanta quando a rainha entra num quarto.
“Tudo bem,” disse Lissa, tropeçando nas suas palavras um pouco. “Sente-se.” Ela se sentou em frente de Jill. Na maior cadeira na sala – a cadeira que Tatiana sempre se sentava.
Jill hesitou um instante, depois mudou o seu olhar de volta para mim. Devo ter algum incentivo, porque ela voltou para a sua cadeira. Eu me sentei numa ao lado da Lissa, encolhendo-me com uma pequena dor apertada no peito. Preocupação por mim, momentaneamente distrair Jill de Lissa.
“Como você está se sentindo? Você está bem? Deves mesmo estar fora da cama ?” A brincadeira, divagou naturalmente. Eu fiquei contente de ver isso novamente.
“Bem,” eu menti. “Como nova.”
“Eu estava preocupada. Quando eu vi o que aconteceu…Quer dizer, havia muito sangue e muita loucura e ninguém sabia se você ia sobreviver…” Jill franziu o cenho. “Eu não sei. Foi tudo muito assustador. Estou tão feliz por você estar bem.”
Eu sorri, na esperança de tranquilizá-la. O silêncio caiu em seguida. A sala ficou tensa. Em situações políticas, Lissa era a perito, sempre capaz de suavizar tudo com as palavras certas. Eu era a única que falava em situações desconfortáveis, dizendo as coisas que chocavam os outros. As coisas que ninguém queria ouvir. Esta situação parecia que exigia a sua diplomacia, mas eu sabia que sobrou para mim assumir o comando.
“Jill,” eu disse “ nós queríamos saber se você estaria disposta a, bem, fazer parte na cerimónia de coroação.”
Os olhos de Jill agitaram-se brevemente para Lissa - ainda face-pedra - e de volta para mim de seguida.
“O que significa exactamente "fazer parte”? O que eu teria de fazer?”
“Nada difícil,” eu assegurei-lhe. “São apenas algumas formalidades que normalmente são feitos por membros da família. Coisas cerimoniais. Como você fez com a votação.” Eu não tinha presenciado isso, mas Jill tinha, aparentemente, apenas que ficar ao lado de Lissa para mostrar a força da família. Uma coisa tão pequena que girava em torno da lei.
“ Basicamente, é sobre estar em exibição e colocar uma boa cara.”
“Bem,” pensou Jill, “ Eu tenho estado a fazer isso há mais de semana.”
“ Eu tenho estado a fazer isso a minha vida toda,” disse Lissa.
Jill olhou assustada. Mais uma vez, me senti perdida, sem o vínculo. O tom de Lissa não fazia um sentido claro. Foi um desafio para Jill - que a menina não havia enfrentado isto quase como Lissa? Ou era suposto ser simpática para a Jill por falta de experiência?
“Você vai… você vai se acostumar com isso,” eu disse. “ Com o tempo.”
Jill balançou a cabeça, com um pequeno sorriso e amargo no rosto.
“Eu não sei sobre isso.”
Nem eu. Eu não estava certa quanto ao tipo de situação do tratado ela iria cair. Minha mente percorreu rapidamente uma lista com mais sentido, que tipo de coisas que eu poderia dizer, mas Lissa finalmente assumiu.
“Eu sei como isso é estranho,” disse ela. Sua determinação encontrou os olhos verdes de Jill - a única característica comum nas irmãs, eu percebi. Jill tinha traços de uma futura Emily. Lissa carregava uma mistura de traços de seus pais. “Isso é estranho para mim também. Eu não sei o que fazer.”
“O que você quer?” Jill perguntou calmamente.
Eu ouvi a verdadeira questão. Jill queria saber se Lissa a queria. Lissa tinha sido devastada pela morte de seu irmão….mas um irmão ilegítimo surpresa, não era nenhum substituto para André. Tentei imaginar o que seria estar em qualquer lugar de garotas. Eu tentei e falhei.
“Eu não sei,” admitiu Lissa. “Eu não sei o que quero.”
Jill concordou com a cabeça, deixando cair seu olhar, mas não antes de eu vislumbrar a emoção tocar em seu rosto. Decepção - ainda, Lissa não havia dito totalmente uma resposta inesperada.
Jill perguntou a próxima melhor coisa. “Você quer… você quer que eu esteja nas cerimónias?”
A pergunta pairava no ar. Era uma boa. Foi a razão pela qual nós tínhamos vindo aqui, mas Lissa realmente queria isso? Estudando-a, eu ainda não tinha a certeza. Eu não sabia se ela estava apenas seguindo o protocolo, tentando fazer Jill a desempenhar um papel esperado entre a realeza. Neste caso, haviam leis que diziam que Jill tinha de fazer nada. Ela simplesmente tinha que existir.
“Sim,” Lissa disse finalmente. Ouvi dizer a verdade em suas palavras, e algo dentro de mim iluminou. Lissa não queria Jill só para a parada da imagem. Uma parte de Lissa queria Jill em sua vida – mas, dirigir isso seria difícil. Ainda assim, foi um começo, e Jill pareceu reconhecer isso.
“Ok,” ela disse. “Apenas me diga o que eu preciso fazer.” Ocorreu-me que a juventude de Jill e o nervosismo eram enganosos. Houve faíscas de bravura e coragem dentro dela, faíscas que eu tinha certeza que iriam crescer. Ela realmente era uma Dragomir.
Lissa parecia aliviada, mas eu acho que foi porque fez derramar um pequeno passo de progresso com a irmã. Não tinha nada a ver com a coroação.
“Alguém vai explicar tudo. Eu não estou realmente certa do que você faz, para ser honesta. Mas Rose está certa. Isto costuma ser difícil.”
Jill simplesmente assentiu.
“Obrigada,” disse Lissa. Ela se levantou e ambas, Jill e eu, levantamo-nos com ela.” Eu…Eu realmente aprecio isso.”
A estranheza voltou quando nós as três ficamos ali. Teria sido um bom momento para as irmãs se abraçarem, mas mesmo ambas pareciam satisfeitas com o progresso, nem estavam preparadas para isso. Quando Lissa olhou para Jill, ela ainda via seu pai com outra mulher. Quando Jill olhou para Lissa, ela viu sua vida completamente de cabeça para baixo - a vida uma vez tímida e privada, agora exposta para o mundo para se embasbacar. Eu não podia mudar seu destino, mas abraçar eu poderia fazer. Desatenta dos meus pontos, eu coloquei meus braços em torno da jovem.
“Obrigada”, eu disse, repetindo Lissa. “ Isto vai correr bem. Você verá.”
Jill concordou com a cabeça mais uma vez, e sem mais para discutir, Lissa e eu, nos movemos para a porta. A voz de Jill nos trouxe a um impasse.
“Hey…o que acontecerá depois da coroação? A mim? A nós?”
Olhei para Lissa. Outra boa pergunta. Lissa se virou para Jill, mas ainda sem fazer contacto visual directo.
“Bem….nós vamos nos conhecer uma á outra. As coisas iram ficar melhor.”
O sorriso que apareceu no rosto de Jill era genuíno – pequeno, mas verdadeiro.
“Ok,” ela disse. Havia esperança em seu sorriso também. Esperança e alívio.
“ Eu vou gostar.”
Quanto a mim, eu tinha que esconder uma careta. Eu aparentemente podia funcionar sem o vínculo, porque eu poderia dizer, com absoluta confiança, que
Lissa não estava exactamente a dizer toda a verdade. O que ela não queria dizer a Jill? Lissa queria que as coisas ficassem melhores, eu estava certa, mesmo se ela não estivesse certa como. Mas havia algo….algo pequeno que Lissa não queria revelar a qualquer um de nós, algo que me fez achar que Lissa não acreditava que as coisas realmente iriam melhorar.
Do nada, um eco estranho de Victor Dashkov tocou em minha mente sobre Jill. Se ela tem algum sentido, Vasilisa irá enviá-la para distante.
Eu não sei porque me lembrei, mas enviou um frio através de mim. As irmãs foram ambas reunindo sorrisos, e eu fiz às pressas, bem como, não querendo nem saber de minhas preocupações. Lissa e eu saímos, depois disso, voltando para o meu quarto. Meu passeio pouco tinha sido mais cansativo do que eu esperava, e tanto quanto eu odiava admitir, eu não poderia esperar para me deitar novamente.
Quando chegamos ao meu quarto, eu ainda não havia decidido se eu deveria perguntar a Lissa sobre Jill ou esperar para obter a opinião de Dimitri. A decisão foi tirada de mim quando nós encontramos um visitante inesperado á espera: Adrian.
Ele sentou na minha cama, cabeça inclinada para trás como se estivesse completamente consumido pelo estudo do teto. Eu o conhecia bem. Ele tinha sabido no instante em que nos aproximamos - ou, pelo menos quando Lissa se aproximou.
Paramos na porta, e ele finalmente se virou para nós. Ele parecia que não haviam dormido há algum tempo. Sombras escuras penduravam sob seus olhos, e seu rosto bonito era temperado com linhas de fadiga. Se era a fadiga mental ou física, eu não poderia dizer. No entanto, seu sorriso preguiçoso foi o mesmo de sempre.
“Sua majestade,” ele disse solenemente.
“Para”, zombou Lissa. “Você deve saber bem.”
“Eu nunca sei bem,” ele respondeu. “Você deve saber disso.”
Eu vi Lissa começar a sorrir, então ela olhou para mim e ficou séria, percebendo que este não era o tempo vamos-nos-divertir-com-Adrian.
“Bem,” ela disse, inquieta, não parecendo muito uma rainha. “ Eu tenho algumas coisas para fazer.” Ela estava fugindo, eu percebi. Eu tinha ido com
ela para um bate-papo com sua família, mas ela ia me abandonar agora. Ainda bem, no entanto. Esta conversa com Adrian tinha sido inevitável, e eu trouxe-a para mim mesma. Eu tinha que terminar isso por mim própria, assim como eu disse a Dimitri.
“ Tenho certeza que tens,” eu disse. O rosto dela ficou hesitante, como se ela de repente estava reconsiderando. Sentia-se culpada. Ela estava preocupada comigo e queria ficar. Eu toquei levemente seu braço. “Tudo bem, Liss. Vai ficar tudo bem. Vai.”
Ela apertou minha mão em troca, os olhos dela me desejando boa sorte. Ela disse adeus a Adrian e saiu, fechando a porta atrás dela.
Era só ele e eu agora.
Ele ficou na minha cama, me olhando com cuidado. Ele ainda usava o sorriso que tinha dado a Lissa, como se isto não fosse grande coisa. Eu sabia outra forma e não fiz nenhuma tentativa de esconder meus sentimentos. Ficar parada me cansou, então eu me sentei em uma cadeira próxima, nervosa querendo saber o que dizer.
“Adrian…”
“Vamos começar com isto, pequena damphir,” ele disse cordialmente. “Estava indo antes de você deixar a Corte?”
Levei um momento para seguir o formato de conversa abrupta de Adrian. Ele estava perguntando se Dimitri e eu tínhamos ficado juntos antes da minha prisão. Eu balancei minha cabeça lentamente.
“Não. Eu estava com você. Só você. “ Verdade, eu tinha tido uma confusão de emoções, mas as minhas intenções foram firmes.
“Bem. Já é alguma coisa,” disse ele. Alguns de seus prazeres estavam a começar a cair. Eu senti, então, cada vez mais fraco: álcool e fumo.
“Melhor alguns reacenderes de faíscas no calor da batalha ou missão ou qualquer trapaça na minha frente.”
Eu balancei minha cabeça mais urgente agora.
“Não, eu juro. Eu não – nada aconteceu depois…não antes – “ Eu hesitei sobre a forma como eu dizer as próximas palavras.
“Mais tarde?” Ele adivinhou. “O que faz tudo bem?”
“Não! Claro que não. Eu…”
Maldição. Eu estraguei tudo. Só porque eu não tinha traído Adrian na Corte não queria dizer que eu não o tinha traído mais tarde. Você pode fazer uma frase, contudo que você queria, mas vamos enfrentar isto: dormir com outro cara no quarto do hotel era muito bem trair se você tivesse um namorado. Não importava se o cara era o amor da sua vida ou não.
“Desculpa,” eu disse. Foi a coisa mais simples e mais adequado que eu poderia dizer.
“ Desculpa. O que eu fiz foi errado. Eu não queria que isto acontecesse. Eu pensava….Eu realmente pensei que ele e eu fomos acabamos. Eu estava com você. Eu queria estar com você. E então, percebi que…”
“Não, não para.” Adrian levantou a mão, sua voz firme agora, com sua fachada legal a continuar a desmoronar. “Eu realmente não quero ouvir sobre a grande revelação sobre como vocês foram sempre feitos para estarem juntos ou o que quer que fosse.”
Eu permaneci em silêncio porque, bem, esse tipo tinha sido a minha revelação.
Adrian passou a mão pelo cabelo.
“Realmente, a culpa é minha. Estava lá. Cem vezes lá. Quantas vezes eu vi isso? Eu sabia. Sempre acontecendo. Mais e mais, tu tinhas dito que você estava meio com ele….e mais e mais, eu acreditava que… não importava o que meus olhos me mostravam. Não importava o que meu coração me dizia. Minha. Falha.”
Era um divagar pouco desequilibrado - não esse tipo de nervos da Jill, mas o tipo instável, que me deixou preocupada sobre como ele estava chegando perto do limite da insanidade. Uma aresta que eu poderia muito bem, estar a empurra-lo. Eu queria ir até ele, mas tive o bom senso de ficar sentada.
“Adrian, eu…”
“EU TE AMEI!” Ele gritou. Ele pulou da cadeira com tanta rapidez que eu nunca vi isso chegar. “Eu amei você, e você me destruiu. Você tomou meu coração e rasgou-o. Você pode também ter-me estacado!” A mudança de suas características também me pegaram de surpresa. Sua voz encheu o quarto. Tanta dor, tanta raiva. Tão, ao contrário do habitual de Adrian. Ele chegou perto de mim, e bateu com a mão sobre o peito. “ Eu. Amei. Você. E você me usou o tempo todo.”
“Não, não. Não é verdade.” Eu não estava com medo de Adrian, mas face a estas emoções, encontrei-me encolhendo. “Eu não estava usando você. Eu te amei. Eu ainda amo, mas…”
Ele olhou com nojo. “Rose, vamos lá.”
“Quero dizer isso! Eu te amo.” Agora eu me levantei, dor ou não, tentando olhar nos olhos dele. “Eu sempre amei, mas não foram…eu não acho que nós funcionamos como um casal.”
“Isso é uma linha de separação de merda, e você sabe disso.”
Ele tinha uma espécie de direito, mas eu lembrei-me de momentos com Dimitri…quão bem nós trabalhamos em sincronia, como ele sempre pareceu adivinhar exactamente o que eu sentia. Eu quis dizer o que disse: eu amei Adrian. Ele foi maravilhoso, apesar de todas as suas falhas. Porque, realmente, quem não tem falhas? Ele e eu nos divertimos juntos. Houve afecto, mas nós não combinávamos da mesma forma que Dimitri e eu estávamos.
“ Eu não…Eu não a tal para você,” eu disse fracamente.
“Porque você está com outro cara?”
“Não, Adrian. Por causa…Eu não. Eu não sei. Eu não…” eu estava desajeitada, mau. Eu não sabia como explicar o que sentia, como você podia se preocupar com alguém e gostar de sair com eles, mas ainda não funcionar como um casal. “Eu não balanço como você precisa.”
“Que diabos isso significa?” Exclamou.
Meu coração doeu por ele, e eu estava muito arrependida pelo que eu fiz… mas esta era a verdade de tudo.
“O facto de você ter perguntado isso diz tudo. Quando você encontrar aquela pessoa….você saberá.” Eu não acrescentei que, com sua história que ele tinha, provavelmente teria uma série de falsos começos, antes de encontrar aquela pessoa.
“E eu sei que isso soa como uma outra linha de separação de merda, mas eu realmente gostaria de ser sua amiga.”
Ele olhou para mim por vários pesados segundos e depois riu, embora não era lá muito humor nele.
“Você sabe o que é óptimo? Tua seriedade. Olhe para seu rosto.” Ele fez um gesto, como se eu realmente pudesse me examinar. “Você realmente acha que isso é tão fácil, que eu possa sentar aqui e ver o seu final feliz. Que eu posso ver você conseguir tudo que você quer como você vive a sua vida encantada.”
“ Encantada!” A culpa e compaixão em conflito dentro de mim deu um chute pequeno de raiva. “Dificilmente. Você sabe o que eu tive de passar no ano passado?” Eu tinha visto Mason morrer, lutei no ataque de St.Vladimirs, fui capturada por Strigoi na Rússia, e depois vivi a correr como uma assassina. Aquilo não soava como encantado.
“E ainda, você está aqui, triunfante depois de tudo isso. Você sobreviveu à morte e libertou-se do vínculo. Lissa é rainha. Você tem o cara e vive feliz para sempre.”
Virei as costas para ele e afastei-me.
“Adrian, o que você quer que eu diga? Eu posso sempre pedir desculpas, mas não há nada mais que eu possa fazer aqui. Eu nunca quis te machucar, eu não posso dizer que é suficiente. Mas o resto? Você realmente espera que eu esteja triste com tudo o resto a dar para o torto? Devo desejar ser ainda acusada de assassinato?”
“Não,” ele disse. “Eu não quero que você sofra. Muito. Mas a próxima vez que você estiver na cama com Belikov, pare um instante e lembre-se que nem todos fizeram tão bem como você.”.
Eu me virei para encará-lo. “Adrian, eu nunca…”
“Não só eu, pequena dhampir,” ele acrescentou calmamente. “ Deve haver um monte de danos colaterais ao longo do caminho, enquanto você lutou contra o
mundo. Eu era uma vítima, obviamente. Mas e quanto Jill? O que acontece com ela agora que você a abandonou aos lobos reais? E Eddie? Você já pensou sobre ele? E onde esta a sua Alquimista?”
Cada palavra que ele atirou em mim foi uma seta, perfurando meu coração mais do que as balas tinham. O fato de ele ter referido Jill pelo seu nome
em vez de ‘Jailbait’ fez uma ferida extra. Eu já estava carregando muita culpa sobre ela, mas os outros…bem, eles eram um mistério. Eu tinha ouviu boatos sobre o Eddie, mas não haviam visto ele desde o meu retorno. Ele foi claro da morte de James - mas matar um Moroi, quando outros ainda pensavam que ele poderia ter sido trazido vivo - carregava um pesado estigma. A anterior insubordinação de Eddie, graças a mim, também ele foi condenado, mesmo se tudo tivesse sido para o bem maior. Como rainha, Lissa só podia fazer muito. Os guardiões serviam Moroi, mas era habitual para os Moroi recuar e deixar os guardiões lidar com seu próprio povo. Eddie não estava sendo demitido ou preso…mas o que atribuição lhe dariam? Difícil dizer.
Sydney…ela era um mistério ainda maior. Onde está a sua Alquimista? Os acontecimentos que o nosso grupo teve além de mim, estavam além do meu
mundo. Lembrei-me de seu rosto que eu tinha visto pela última vez, de volta ao hotel - forte, mas triste. Eu sabia que ela e os outros alquimistas tinham sido liberados desde então, mas a sua expressão tinha dito que ela não estava fora de perigo ainda.
E Victor Dashkov? Onde ele se encaixa? Eu não tinha certeza. Mal ou não, ele ainda era alguém que tinha sofrido com o resultado das minhas acções, e os acontecimentos que rodearam a sua morte iria ficar comigo para sempre.
Danos colaterais. Eu tinha derrubado um monte de gente comigo, intencionalmente ou não. Mas, como as palavras de Adrian continuavam a afundar em mim, um deles de repente me deu uma pausa.
“Vítima,” eu disse devagar. “Isso é a diferença entre você e eu.”
“Huh?” Ele tinha-me vigiado de perto, enquanto eu estava considerando o destino dos meus amigos e foi pego de surpresa agora. “Do que você está falando?”
“Você disse que era uma vítima. É por isso…. é por isso que, em última análise, eu e você não combinados. Apesar de tudo isso foi o que aconteceu, eu nunca pensei em mim dessa forma. Ser vítima significa que você está impotente. Você não pega em nenhuma acção. Sempre….sempre eu tive de fazer alguma coisa para lutar por mim…para os outros. Não importa o quê”.
Eu nunca tinha visto tal ultraje na cara do Adrian.
“Isso é o que você pensa de mim? Que estou preguiçoso? Impotente?”
Não exactamente. Mas eu tinha a sensação de que depois desta conversa, ele iria fugir para o conforto dos seus cigarros e álcool, e talvez independentemente da companhia do sexo feminino que ele poderia encontrar.
“Não,” eu disse. “Eu acho que você é incrível. Eu acho que você é forte. Mas eu não acho que você percebeu - ou não aprendeu a usar nada disso.” E, eu
queria acrescentar, que eu não era a pessoa que poderia inspirar isso nele.
“Isso,” ele disse, se movendo em direcção à porta, “era a última coisa que eu esperava. Você destrói minha vida e depois me alimenta de inspiração filosofica.”
Eu me senti horrível, e foi um daqueles momentos em que eu não queria que minha boca apenas deixasse escapar a primeira coisa em minha mente. Eu tinha aprendido um monte de controle, mas não o bastante.
“Estou apenas dizendo a verdade. Você é melhor do que este…melhor do que seja o que for que você está indo fazer agora.”
Adrian colocou a mão na maçaneta da porta e me deu um olhar triste.
“Rose, eu sou um viciado sem ética de trabalho , quem provavelmente vai passar a insano. Eu não sou como você. Eu não sou um super-herói.”
“Ainda não,” disse eu.
Ele zombou, balançou a cabeça, e abriu a porta. Pouco antes de sair, ele se virou e me olhou. “ O contrato está nulo e sem efeito, já agora.”
Eu me senti como se eu tivesse tido um tapa na cara. E num desses raros momentos, Rose Hathaway foi rendida sem palavras. Eu não tinha um gracejo espirituoso, sem explicações elaboradas, e nenhum zen profundo.
Adrian partiu, e eu me perguntava se eu o veria novamente.

Traduzido por Ana Lu

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Capitulo 34


Capítulo 34
EU NÃO ACORDEI NO mundo dos mortos.
Eu nem acordei em um hospital ou algum outro centro médico, que acreditem, eu fiz muitas vezes. Não, eu acordei no luxo, em um quarto grande com móveis dourados. Céu? Provavelmente não com o meu comportamento. Minha cama com dossel tinha um cobertor de veludo vermelho e dourado grosso o suficiente para ser um colchão.
Velas tremeluziam sobre uma pequena mesa contra a parede mais distante e encheram a sala com o
aroma de jasmim. Eu não tinha idéia de onde eu estava ou como eu tinha chego aqui, mas como as minhas memórias passadas de dor e escuridão foram saindo da minha mente, eu decidi que o fato de que eu estava realmente respirando já era bom o suficiente.
“Bela Adormecida acordou”
Aquela voz. . . aquela voz maravilhosa, como mel com o seu sotaque macio. Me envolveu, e com ele veio a verdade impossível e seu impacto: eu estava viva. Eu estava viva. E Dimitri estava aqui.
Eu não podia vê-lo, mas senti um sorriso vindo aos meus lábios. “Você é meu enfermeiro?”
Ouvi ele levantar de uma cadeira e caminhar mais. Vendo-o ficar em pé perto de mim me lembrou de quão alto ele realmente era. Ele olhou para mim com um sorriso que era dele, um daqueles completos e raros sorrisos. Ele tinha se limpado desde a última vez que o vi, seu cabelo marrom amarrado ordenadamente para trás do pescoço, embora ele não tenha feito a barba por uns dias. Eu tentei sentar, mas ele me empurrou de volta.
“Não, não, você precisa de se deitar.” A dor em meu peito me disse que ele estava certo. Minha mente poderia estar acordada, mas o resto de mim estava esgotado. Eu não tinha idéia de quanto tempo tinha passado, mas algo me disse que meu corpo estava lutando uma batalha, não com um Strigoi ou com outra coisa, mas com ele mesmo. Uma batalha para permanecer vivo.
“Então vêm mais perto”, eu disse a ele. “Eu quero ver você.”
Ele considerou por um momento e então tirou os sapatos. Voltando ao meu lado, que me fez estremecer, eu consegui me mexer mais um pouco para trazer o quarto próximo da borda da cama. Ele enrolado ao meu lado. Nossos rostos repousavam sobre o mesmo travesseiro, apenas um par de centímetros distante enquanto olhavamos um para o outro.
“Assim é melhor?” Perguntou ele.
“Muito.”
Com seus dedos longos e graciosos, ele estendeu a mão e tirou o cabelo do meu rosto antes de traçar a borda da minha bochecha. “Como você está?”
“Com fome.”
Ele riu baixinho e cautelosamente deslizou sua mão para descansar nas minhas costas, em uma espécie de semi-abraço. “É claro que você está. Eu acho que eles só conseguiram te dar sopa. Bem, isso e fluidos IV mais cedo. E você provavelmente esta afastada de açúcar.
Eu me encolhi. Eu não gosto de agulhas ou tubos e fiquei feliz eu não tinha sido acordada para vê-las. (Agulhas de tatuagem eram uma questão diferente.)
“Quanto tempo eu estive fora?”
“Alguns dias.”
“Alguns dias”. . . Eu tremi, e ele puxou o cobertor até eu, pensando que estava com frio. “Eu não deveria estar viva”, eu sussurrei. Tiros como esse. . . eles estavam muito rápido, muito perto do meu coração. Ou no meu coração? Eu coloquei minha mão em meu peito. Eu não sabia exatamente onde eu havia sido atingida. Tudo doía. “Oh Senhor. Lissa me curou, não foi? O espírito tomaria tudo dela. Ela não deveria ter feito isso. Ela não poderia se dar ao luxo.” Exceto. . . por que eu ainda sinto dor? Se ela me curou, ela teria ido até o fim.
“Não, ela não curou você.”
“Não?” Eu fiz uma careta, incapaz de processar isso. “De que outra forma eu teria sobrevivido?”
Uma resposta surpreendente veio à minha mente. “Então. . . Adrian? Ele nunca. . . depois como eu o tratei. . . não. Ele não poderia ter. . .”
“O que, você acha que ele ia te deixar morrer?”
Eu não respondi. As balas podem ter ido longe, mas pensar em Adrian faz meu coração – figurativamente – doer.
“Não importa como ele se sente. . .” Dimitri hesitou. Esse era um tema delicado, afinal de contas. “Bem, ele não teria te deixado morrer. Ele queria curar você. Mas ele não o fez também”
Eu me senti mal por pensar tão pouco de Adrian. Dimitri estava certo. Adrian nunca teria me abandonado por maldade, mas eu fui rapidamente ficando sem opções. “Então, quem? Sonya?”
“Ninguém”, ele disse simplesmente. “Bem, você, eu suponho.”
“Eu. . . o quê?”
“As pessoas podem se curar sem magia agora e depois, Rose.” Havia diversão em sua voz, embora seu rosto estava sério. “E as suas feridas. . . eles eram sérias. Ninguém pensou que você fosse sobreviver. Você entrou em cirurgia, e então todos nós esperamos.”
“Mas por quê. . .” Eu me senti muito arrogante fazendo a próxima pergunta. “Por Adrian ou Lissa não me curaram?”
“Oh, eles queriam, acredite em mim. Mas, depois, em meio ao caos. . . a corte foi selada. Ambos foram levados e colocada sob proteção pesada antes que pudessem agir. Ninguém iria deixá-los perto de você, não quando eles ainda achavam que você poderia ser uma assassina. Em primeiro lugar eles tinham que ter certeza sobre Tasha, apesar de que as suas ações foram bastante convincentes.”
Levei um momento para começar acreditar na idéia que a medicina moderna e minha própria resistência do corpo haviam me curado. Eu cresci usando muito o espírito. Isso não parecia possível. Quando tentei envolver minha mente em torno do conceito, o resto da expressão de Dimitri me atingiu. “E Tasha. . . continua viva?”
Seu rosto ficou ainda sério. “Sim. Eles pegaram ela logo depois que ela atirou em você, antes de mais alguém se machucar. Ela está detida, e muito mais evidêcias estão aparecendo”
“Acusar ela foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz”, eu disse. “Lutar com Strigoi é mais fácil do que isso.”

Eu sei. Foi difícil para eu ver, difícil para acreditar.” Havia um olhar distante em seus olhos, me lembrando que Dimitri havia conhecido ela mais do que ele tinha me conhecido. “Mas ela fez suas escolhas, e todas as acusações que lhe fizeram foram retiradas. Você é uma mulher livre agora. Mais do que isso. Uma heroina. Abe está se gabando de tudo que fez.”
Isso trouxe de volta o meu sorriso. “É claro que ele esta. Eu provavelmente vou receber uma conta dele em breve.” Me senti tonta com alegria e espanto. Uma mulher
livre.


Dimitri sorriu, e eu desejei ficar assim para sempre, somente nós dois, doce e sem defesas. Bem - talvez não exatamente assim. Podia ser sem a dor e as bandagens que eu sentia em meu peito. Ele e eu tínhamos tão poucos momentos juntos, momentos que nós podíamos realmente relaxar e admitir estarmos apaixonados abertamente. As coisas só começaram a se acertar entre nós no final...e foi quase tarde demais. Ainda podia ser.

"Então e agora?" eu perguntei.

"Não tenho certeza" ele encostou sua bochecha em minha testa. "Eu estou apenas tão feliz...tão  feliz que você esteja viva. Eu tenho estado tão perto de perder você tantas vezes. Quando eu te vi no chão, e la havia tanto tumulto e confusão..eu me senti desamparado. Eu percebi que você estava certa. Nós desperdiçamos nossas vidas com culpa e aversão por nós mesmos. Quando você me olhou la no final...eu vi. Que você realmente me ama.”

“Você duvidava?” eu quis dizer de brincadeira, mas elas saíram como se me sentisse ofendida. Talvez eu estivesse, um pouco. Eu disse que o amava muitas vezes.

“Não, eu digo, eu percebi que você não só me amava. Eu compreendi que você tinha me perdoado.”

“Não havia nada a perdoar, não realmente.” Eu tinha dito isso para ele também.

“Eu sempre acreditei que havia.” Ele foi para trás e olhou para mim de novo. “E era isso que estava me impedindo. Não importa o que você disse, eu não conseguia acreditar...não conseguia acreditar que você tivesse perdoado todas as cosias que fiz a você na Sibéria e depois que a Lissa me trouxe de volta. Eu pensei que você estivesse se iludindo.”

“Bom. Não seria a primeira vez que eu faria isso. Mas não, desta vez eu não estava.”

“Eu sei, a com essa revelação...naquela fração de segundo que eu percebi que você tinha me perdoado e  que eu realmente tinha seu amor,  eu finalmente fui capaz de me perdoar também. Todos aqueles encargos, aqueles laços com o passado...eles sumiram. Foi como...”

“Estar livre? Voando?”

“Sim. Exceto...isso veio tarde demais. Parece loucura, mas enquanto eu estava olhando para você, tendo todos esses pensamentos juntos na minha cabeça, foi como...como se eu pudesse ver a mão da morte vindo por você. E não havia nada que eu pudesse fazer. Eu estava impotente. Não podia ajudar.”

“Você ajudou,” eu disse para ele. “As ultimas que eu vi antes de apagar foram você e Lissa.” Bem, tirando os rostos esqueléticos, mas mencionar isso teria matado o momento romântico. “Eu não sei como eu sobrevivi ao tiro, como eu sobrepus as probabilidades...mas tenho quase certeza que seu amor – dos dois – me deram força para lutar. Eu precisava voltar para vocês. Só Deus sabe em quantos problemas você se meteriam sem mim.”

Dimitri não tinha resposta e em vez disso me respondeu trazendo sua boca para a minha. Nos beijamos, devagar no começo, e a doçura do momento sobrepôs qualquer dor que eu sentia. A intensidade do beijo tinha acabado de aumentar quando ele saiu fora.

“Hey, por que isso?” eu perguntei.

“Você ainda esta se recuperando”, ele repreendeu. “Você pode achar que esta normal, mas não esta.”

“Isso é normal para mim. E você sabe, eu achei que com todas essas coisas de liberdade e auto-descobrimento e expressão do nosso amor nós podíamos finalmente parar com a sabedoria máster Zen e porcaria de conselhos práticos.”

Isso me proporcionou um sorriso. “Roza, isso não vai acontecer. É pegar ou largar.”

Eu dei um beijo em seus lábios. “Se isso significa ficar com você, eu pego.”  Eu queria o beijar de novo e provar quem realmente tinha o maior auto-controle, mas essa coisa maldita trouxe a realidade e tona. “Dimitri...sério, o que acontece conosco?”

“Vida,” ele disse facilmente. “Ela continua. Nós vamos em frente. Somos guardiões. Nós protegemos e talvez mudamos nosso mundo.”

“Sem pressão,” eu comentei. “Mas qual é a parte do “nós” e “guardiões”? Tinha praticamente certeza de que estávamos fora do caminho dessa carreira.”

“Mmm.” Ele colocou as mãos em meu rosto, como se fosse me beijar denovo. Eu esperava que sim. “Junto com nossos perdões, nós recebemos nosso estatus de Guardião devolta.”

“Até você? Eles acreditam que você não é um Strigoi?” eu exclamei.

Ele acenou.

“Huh. Mesmo que eu tenha limpado meu nome, meu futuro ideal é aquele que nós conseguimos um trabalho perto um do outro.”

Dimitri veio para mais perto de mim, seus olhos brilhando com um segredo. “Fica ainda melhor: você é a Guardiã de Lissa.”

“O que?” eu quase cai pra trás. “Isso é impossível. Eles nunca...”

“Eles fizeram. Ela terá outros, então eles provavelmente acharam que deixar você com outros iria te deixar na linha,” ele brincou.

“Você não...” Um caroço se formou no meu estomago, um lembrete de um problema que tem nos atormentado há um tempo. “Você não é um dos guardiões dela, é?” isso tem sido uma preocupação constante, um conflito de interesses. Eu queria ele perto de mim. Sempre. Mas como poderíamos cuidar de Lissa e colocar a segurança dela primeiro se estivéssemos preocupados um com o outro? O passado estava voltando para nos atormentar.

“Não, eu tive uma outra designação.”

“Oh,” por alguma razão, isso me deixou um pouco triste também, mesmo eu sabendo que era a escolha mais esperta.

“Eu sou o Guardião de Christian.”

Desta vez eu realmente me sentei, ordens do doutor ou não. Os pontos puxaram no meu peito, mas eu ignorei o forte desconforto. “Mas isso...isso é praticamente a mesma coisa!”

Dimitri sentou também parecendo estar gostando do meu choque, o que é realmente cruel, vendo como eu quase morri e tudo mais. “Um pouco. Mas não estarão juntos a todo momento, especialmente com ela indo para Lehigh. Ele não vai...mas eles continuarão se vendo. E quando eles se verem, nós também nos veremos. É uma boa mistura. Além disso...” ele ficou sério denovo. “E acho que você provou para todo mundo que você esta disposta a colocar a vida dela em primeiro.”

Eu balancei minha cabeça. “Yeah, mas ninguém estava atirando em você. Só nela.” Eu disse isso despreocupadamente: mas me fez pensar: o que eu faria se os dois estivessem em encrenca? Confie nele, uma voz em minha cabeça me disse. Confie que ele tomará conta dele mesmo. Ele fará o mesmo por você. Eu olhei Dimitri, recordando de uma sombra lá no Salão de Baile. “Você me seguiu quando eu pulei na frente da Lissa, não seguiu? Por quem você estava indo? Eu ou ela?”

Ele me estudou por vários longos segundos. Ele podia ter mentido. Ele poderia ter dado a resposta fácil que seria que ele pretendia tirar nós duas do caminho – como se isso fosse possível, o que eu não achava. Mas Dimitri não mentiu. “Eu não sei, Roza. Eu não sei.”

Eu suspirei. “Isso não vai ser fácil.”
Nunca é,” disse ele, puxando-me em seus braços. Debrucei-me contra seu peito e fechei os olhos. Não, não seria fácil, mas iria
valer a pena. Enquanto estivessimos juntos, ele valeria a pena.
Nos sentamo, por um longo tempo, até que uma batida discreta na porta semi-aberta nos separou. Lissa estava na porta.
Desculpe,” disse ela, com o rosto brilhando de alegria quando me viu. “Deveria ter colocado uma meia na porta. Não percebi que as coisas estavam ficando
quentes e pesadas.”
“Não se engane,” eu disse levemente, apertando a mão de Dimitri. “As coisas estão sempre quentes com ele por perto.”
Dimitri olhou escandalizado. Ele nunca se deteve quando estávamos juntos na cama, mas sua natureza privada não iria deixá-lo dar uma sugestão
sobre esses assuntos para os outros. Foi mau, mas eu ri e beijei sua bochecha.
Ah, isso vai ser divertido,” eu disse. “Agora que todos sabem.”
Sim,” ele disse. “Eu consegui um olhar muito divertido de seu pai no outro dia.” Ele deu uma rapida olhada para Lissa, e entendeu, em seguida, levantou-se.
Inclinando-se para baixo, ele beijou o topo da minha cabeça. “Eu deveria ir e deixar vocês duas conversando.”
Você voltará logo?,” perguntei quando ele se encaminhou para a porta.
Ele parou e sorriu para mim, e aqueles olhos escuros responderam às minhas perguntas e muito mais. “Claro que sim.”
Lissa tomou seu lugar, sentado na beira da cama. Ela me abraçou cuidadosamente, sem dúvida, preocupada com a minha lesão. Em seguida, ela me repreendeu por estar sentada, mas eu não me importei. A felicidade me percorreu. Eu estava tão feliz que ela estava bem, tão aliviada, e-
E eu não tinha idéia de como ela se sentia.
O vínculo havia desaparecido. E não como durante a fuga da cadeia, quando ela colocou uma parede. Simplesmente não havia nada ali, entre nós. Eu estava comigo mesma, completamente e totalmente sozinha, como eu estive há anos atrás. Meus olhos se arregalaram, e ela riu.
Gostaria de saber quando você percebeu,” disse ela.
Como. . . Como isso é possível?” Eu estava congelada e paralisada. O laço. O laço havia desaparecido. Eu senti como se meu braço tivesse sido amputado. “E como você sabe?”
Ela franziu o cenho. “Parte disso é instinto. . . Mas, Adrian viu. Que as nossas auras não estão mais conectadas.”
Mas como? Como isso pôde acontecer?” Eu soava louca e desesperada. O laço não poderia ter ido embora. Não poderia.
Eu não estou totalmente certa,” ela admitiu, sua carranca se aprofundando. “Eu conversei muito sobre isso com Sonya e, uh, Adrian. Achamos que quando eu trouxe você de volta pela primeira vez, era apenas espírito que a afastava da terra dos mortos e que a manteve presa a mim. Desta vez. . . você
quase morreu de novo. Ou talvez você morreu por um momento. Só que, você e seu corpo lutaram o caminho de volta. Foi você quem saiu, sem nenhuma ajuda do espírito. E uma vez que isso aconteceu. . .” Ela encolheu os ombros. “Como eu disse, são apenas especulações. Mas Sonya pensa que  uma vez que você voltou com sua própria força, que você não precisou de qualquer ajuda para ser puxada de volta da morte. Você fez isso do seu próprio jeito. E quando você se libertou do espírito, você se libertou de mim. Você não precisou mais de uma ligação para mantê-la com os vivos.”
Isso era uma loucura. Impossível. “Mas se. . . Se você está dizendo que eu escapei da terra dos mortos, Eu não sou, como imortal, nem nada, sou?”
Lissa riu de novo. “Não, estamos certos disso. Sônia explicou, dizendo que qualquer coisa viva pode morrer, e enquanto você tiver uma aura,
você está viva. Strigoi são imortais, mas não vivos, por isso eles não têm auras e-“
O mundo girou. “Vou levar em conta seu conselho. Eu acho que talvez eu precise me deitar.”
Isso é provavelmente uma boa idéia.”
Eu gentilmente me ajeitei na cama. Desesperadamente precisando de distração do que eu tinha aprendido, porque ainda era muito surreal, ainda era impossível processar - Olhei ao meu redor. O quarto exuberante era maior do que eu pensava anteriormente. E continuava crescendo,
se ramificando em outras salas. Era uma suíte. Talvez um apartamento. Eu poderia apenas dispor de uma sala com mobiliário de couro e um apartamento
com Tv de tela plana. “Onde é que estamos?”
“No abrigo do palácio,” respondeu ela.
No palácio? Como viemos parar aqui?”
Como você acha?” perguntou ela secamente.
“Eu. . . “ Eu não conseguia falar por um momento. Eu não precisava de nenhuma ligação para perceber o que tinha acontecido. Outra impossibilidade havia ocorrido enquanto eu estive fora. “Merda. Eles fizeram a eleição, não é? Eles te elegeram a rainha, uma vez que Jill estava lá para substituir sua família.”
Ela balançou a cabeça e quase riu. “Minha reação foi um pouco mais forte do que ‘merda’, Rose. Você tem alguma idéia do que você fez?”
Ela olhou ansiosa, estressada e totalmente sobrecarregada. Eu queria ser séria e reconfortante por causa dela. . . mas eu podia sentir um
pateta sorriso se espalhando sobre o meu rosto. Ela gemeu.
Você está feliz.”
Liss, você foi feita para isso! É melhor do que qualquer dos outros candidatos.”
Rose!” Ela chorou. “Concorrer para ser a rainha era suposto ser uma diversão. Eu tenho apenas dezoito anos.”
“Como tinha Alexandra.”
Lissa balançou a cabeça em desespero. “Estou tão farta de ouvir falar dela! Ela viveu há séculos atrás, você sabe. Acho que as pessoas morriam
quando eles tinham trinta naquela época. Então, ela era praticamente de meia-idade.”
Eu peguei a mão dela. “Você vai ser grande. Não importa quantos anos você tenha. E não é que você tenha que convocar as sessões e
analisar todos os livros de direito em seu próprio país, você sabe. Quero dizer, eu não estou certa se você vai fazer nada disso, mas há outras pessoas inteligentes. Ariana Szelsky não fez o último teste, mas você sabe que ela vai ajudar se você pedir para ela. Ela é ainda do Conselho, e há outros que você pode confiar. Nós só temos que encontrá-los. Eu acredito em você.”
Lissa suspirou e olhou para baixo, seu cabelo pendurado em frente como uma cortina. “Eu sei. E parte de mim está animada, em como isso vai restaurar a honra da minha familia. Eu acho que isso é o que está me salvando de um colapso total. Eu não queria ser rainha, mas se tenho que ser. . . então eu vou fazê isso direito. Sinto-me como. . . como se eu tivesse o mundo na ponta dos dedos, como se pudesse fazer isso muito bem. Mas estou com tanto medo de bagunçar tudo.” Ela olhou bruscamente. “E eu não estou desistindo do resto da minha vida também. Acho que vou ser a primeira rainha na faculdade.”
“Legal,” eu disse. “Você pode IM com o Conselho do campus. Talvez você possa mandar as pessoas fazerem seu dever de casa.”
Ela aparentemente não achou que a piada era tão engraçada como eu achei. “Voltando à minha família. Rose. . . quanto tempo você sabia sobre Jill?”
Maldição. Eu sabia que esta parte da conversa acabaria por vir. Desviei os meus olhos. “Não é assim tanto tempo. Nós não queriamos estressar você até saber se era real,” eu acrescentei apressadamente.
Eu não posso acreditar. . .” Sacudiu a cabeça. “Eu só não posso acreditar.”
Eu tive que ir pelo seu tom, não pelo vínculo. Era tão estranho, como perder um dos meus sentidos fundamentais. Vista. Audição. “Você está chateado?”
É claro que eu estou! Como você pode estar surpreendida?”
Achei que você ficaria feliz. . .”
Feliz por saber que meu pai traiu a minha mãe? Feliz por ter uma irmã que eu mal conheço? Eu tentei falar com ela, mas. . . “Lissa suspirou novamente. “Foi tão estranho. Quase mais estranho do que de repente ser rainha. Eu não sei o que fazer. Eu não sei o que pensar do meu pai. E eu com certeza não sei o que fazer com ela.”
Ame ambos,” eu disse suavemente. “Eles são a sua família. Jill é ótima, você sabe. Tente conhecê-la. Se anime.”
Eu não sei se posso. Eu acho que você é mais uma irmã para mim do que ela jamais vai ser.” Lissa olhou para o nada. “E de todas as pessoas. . . Eu estava
convencida por tanto tempo que algo estava acontecendo entre ela e Christian.”
Bem, de todas as preocupações em seu mundo, isso é que você pode deixar de se preocupar porque não é verdade.” Mas, dentro de seu comentário tinha algo escuro e triste. “Como está Christian?”
Ela se virou para mim, os olhos cheios de dor. “Ele está tendo um tempo ruim. Eu também estou. Ele a visita. Tasha. Ele odeia o que ela fez, mas. . . mesmo
assim, ela é ainda a sua família. Dói, mas ele tenta esconder isso. Você sabe como ele é.”
Yeah.” Christian passou boa parte de sua vida mascarando sentimentos obscuros com ironia e sarcasmo. Ele era um profissional em enganar os outros
sobre como ele realmente se sentia.
Eu sei que ficará melhor com o tempo. . . Eu só espero que eu possa estar lá para ele e isso baste. Muita coisa está acontecendo. Faculdade,  ser rainha. . . e sempre, sempre, há espírito lá, me pressionando para baixo. Me sufocando.”
Alarme passou por mim. E pânico. Pânico sobre algo muito pior do que não saber o que Lissa estava sentindo ou onde ela estava.
Espírito. Eu tinha medo de espírito e o fato de que eu não poderia lutar por ela. “A escuridão. . . Eu não consigo absorver mais. O que vamos fazer?”
Um sorriso torcido cruzou seus lábios. “Quer dizer, o que vou fazer. Isso é problema meu agora, Rose. Como sempre deveria ter sido.”
Mas, não. . . você não pode. St. Vladimir.-“
“Não comigo. E você pode me proteger de algumas coisas, mas não de todas.”
Eu balancei minha cabeça. “Não, não. Eu não posso deixar você sozinha encarar espírito.”
“Eu não estou exatamente sozinha. Eu conversei com Sonya. Ela é realmente boa em feitiços de cura e pensa que há uma maneira de me manter em equilíbrio.”
Oksana disse a mesma coisa,” lembrei-me, sentindo-se pouco sossegada.
E. . . há sempre os antidepressivos. Eu não gosto deles, mas eu sou a rainha agora. Eu tenho responsabilidades. Vou fazer o que for preciso. A
rainha desiste de tudo, certo?”
Eu acho.” Eu não poderia deixar de sentir medo. Inútil. “Eu estou tão preocupada com você, e eu não sei como ajudá-la mais.”
Eu lhe disse: você não precisa. Eu vou proteger minha mente. Seu emprego é proteger meu corpo, certo? E Dimitri estará por perto também. Tudo vai ficar bem.”
A conversa com o Dimitri voltou para mim. Com quem você irá? Comigo ou com ela?
Eu dei-lhe o melhor sorriso que pude. “Yeah. Tudo ficará bem.”
Sua mão apertou a minha. “Estou tão feliz por você está de volta, Rose. Você sempre será parte de mim, não importa como. E honestamente. . . Estou
feliz que você não pode mais ver a minha vida sexual.”
“Isso faz nós duas feliz.” Eu ri. Nenhum vínculo. Nenhum acessório mágico. Isso ia ser tão estranho, mas realmente. . . eu precisaria dele? Na vida real, as pessoas formam laços de outra natureza. Laços de amor e lealdade. Poderíamos passar por isso. “Eu sempre estarei lá por você, você
sabe. Qualquer coisa que você precisar.”
Eu sei,” ela disse. “E, na verdade. . . Eu preciso de você para alguma coisa agora. . .”
“Diga o que,” eu disse.
E ela disse.

Traduzido por Nah, Finti e Sandy =D

Capitulo 33

TRINTA E TRÊS
Gritos e gritos da platéia me disseram que meu disfarce havia desaparecido.
Muitos olhos também foram para Dimitri. Adrian tinha deixado cair sua ilusão também, uma vez que ela tinha caído. E, como estava esperando, os guardiões foram gradualmente tomando posição em torno de nós e avançavam, armados com revólveres. Eu ainda pensei que era engano.
Felizmente, minha mãe e Mikhail moveram-se rapidamente no local para bloquear nossos atacantes e dissuadir qualquer tiro.
"Não", me virei para Dimitri, eu sabia que ele, provavelmente, estava prestes a se juntar aos nossos dois defensores. Mas era crucial que ele e eu ficássemos absolutamente imóveis, de modo que não poderíamos ser tomados como ameaça. Eu mesma fui tão longe a ponto de segurar meus braços e, com relutância, eu suspeitava que Dimitri também o fez. "Espere. Por favor , ouça-nos primeiro".
O círculo da guarda estava apertado, sem falhas. Eu tinha certeza que a minha mãe e Mikhail eram a única coisa impedindo-os de atirar. Guardiões sempre evitavam o combate com outros guardiões, se possível. Dois bloqueadores eram fáceis de derrubar, e também, esses guardiões não pretendiam esperar para sempre. Jill e Abe de repente avançaram, tomando posições ao nosso lado. Mais escudos. Eu vi em um dos guardiões iminente careta. Civis complicavam as coisas. Adrian não se moveu, mas o fato de que ele foi incluído no círculo de todos ainda fez um obstáculo.
"Leve-nos mais tarde, se você quiser", eu disse. "Nós não vamos resistir. Mas você tem que nos deixar falar primeiro. Nós sabemos quem matou a rainha".
"Nós vamos", disse um dos guardiões. "Agora, o resto de vocês. . . afastem-se antes que sejam feridos. Estes são fugitivos perigosos".
"Eles precisam falar," disse Abe. "Eles têm provas."
Mais uma vez, ele avançou com seu caso, agindo com confiança sobre as coisas que ele não tinha nenhuma pista sobre. Ele estava apostando tudo em mim. Eu estava começando a gostar dele. Era uma pena que a nossa prova não era 100 por cento sólida como eu esperava, mas como disse anteriormente. . .apenas questões técnicas.
"Deixe-os falar".
Era uma nova voz, uma voz que eu conhecia de cor. Lissa abriu caminho através de dois dos responsáveis. Eles mantiveram a sua posição firme, a preocupação imediata é que não poderíamos escapar. Isso permitiu-lhe passar por entre eles, mas só até que eles pegassem seu braço, impedi-a de chegar até nós.
"Eles chegaram até aqui. Eles estavam certos sobre. . . Jill". Rapaz, isso não foi fácil para ela dizer com uma cara séria, visto que ela não tinha inteiramente chegado a termos com o problema. Minha morte iminente era provavelmente a única coisa na terra a distrai-la da brusca experiência de saber que ela tinha uma irmã em potencial. Ela também estava tomando um monte de fé aqui, confiante que eu estava dizendo a verdade. "Você os tem. Eles não podem ir lugar nenhum. Basta deixá-los falar. Eu também tenho provas para apoiar o caso".
"Eu tenho que segurar sua partilha, Liss", eu disse em voz baixa. Lissa ainda acreditava que Daniella era o assassino e não ia gostar de ouvir a verdade. Lissa me lançou um olhar confuso, mas não poderia protestar contra.
"Vamos ouvi-los", disse um dos guardiões - e não era qualquer um: Hans. "Depois de serem levados a fugir, realmente gostaria de saber o que os trouxe de volta"
Hans estava nos ajudando?
"Mas", continuou ele, "tenho certeza que vocês dois vão entender muito bem que tenho que detê-los antes de fazer sua grande revelação".
Olhei para Dimitri que se virou para mim. Nós sabíamos onde estávamos nos metendo, e honestamente, este foi um cenário melhor do que eu havia imaginado.
"Esta bem", disse Dimitri. Ele olhou para os nossos nobres protetores. "Não tem problema. Deixe- os passar".
Minha mãe e os outros não se moveram direito para se afastar. "Façam", eu disse. "Ou vão acabar como nossos companheiros de cela".
Eu tinha certeza que aqueles adoráveis tolos não tinham me ouvido. Mas Mikhail recuou primeiro, e depois os outros fizeram também, praticamente em sincronia. Num piscar de olhos, guardiões se apoderaram de todos, levando-os embora. Dimitri e eu fomos colocados, entre quatro guardiões, dois para Dimitri e dois para mim. Adrian tinha recuado com os outros, mas Lissa ainda estava a poucos metros de nós, toda sua confiança em mim.
"Vamos em frente com isso", disse Hans. Ele segurou o meu braço direito com força.
Eu conheci os olhos de Lissa, odiando o que eu tinha a dizer. Mas, não. Não era com ela que eu estava preocupada em machucar mais. Olhando para o público, eu encontrei Christian, que estava compreensivelmente a ver este drama com atenção ávida. Eu tive que virar as costas e olhar para a multidão como um todo, recusando-me a ver os rostos individuais. Apenas um borrão.
"Eu não matei Tatiana Ivashkov", eu disse. Várias pessoas resmungaram em dúvida. "Eu não gostava dela. Mas eu não a matei". Olhei para Hans. "Você questionou o porteiro que testemunhou sobre onde eu estava durante o assassinato, certo? E ele disse que foi o homem que atacou Lissa que lhe pagou para mentir sobre onde eu estava?" Eu soube com Mikhail que Joe tinha finalmente admitiu ter recebido dinheiro de um Moroi mistérioso, uma vez que os guardiões o tinham encurralado com a imagem.
Hans fez uma careta, hesitou, e depois acenou para mim continuar.
"Não há registro de sua existência" - pelo menos não com os guardiões. Mas os alquimistas sabem quem ele é. Viram-no em uma das suas instalações, na qualidade de guarda-costas de alguém". Meus olhos caíram sobre Ethan Moore, que ficou com os guardiões perto da porta. "Um guarda-costas de alguém que se deixou ver na noite que Tatiana morreu: Tasha Ozera".
Não houve necessidade de qualquer alvoroço do público, neste momento, porque Tasha mais do que compensava isso com ela própria. Ela estava sentada ao lado de Christian e saltou de sua cadeira. "Que diabos você está dizendo, Rose?" Ela exclamou. "Você está fora de si?"
Quando estive lá, estava desafiadoramente pronta para enfrentar a justiça, a multidão e o problema, a identificação seria cheia de triunfo e poder. Mas agora. . . agora eu estava
apenas triste, quando olhava eu sempre via alguém de confiança, alguém que estava olhando para mim com choque e tanta dor.
"Eu queria estar. . . mas é verdade. Ambos sabemos que é. Você matou Tatiana".
descrença crescendo em Tasha, agora tingida com um pouco de raiva, embora ela ainda parecia estar me dando o benefício da dúvida. "Eu nunca, nunca acreditei que a matou e eu lutei por você sobre isso. Por que você está fazendo isso? Você está jogando com a mácula Strigoi em nossa família? Pensei que você estava acima desse tipo de preconceito".
Engoli em seco. Eu pensei que juntar provas seria a parte mais difícil. Mas não foi nada comparado a revelá-las. "O que estou dizendo não tem nada a ver com os Strigois. Foi por outro motivo que você o fez. Você odiava Tatiana, por causa da lei da idade e a recusa em deixar a luta dos Moroi". Outra lembrança veio para mim, quando Tasha havia aprendido sobre as sessões de treino secreto. Tasha estava horrorizada com o que eu já suspeitava ter sido culpa de seu desprezo a rainha.
A multidão estava atenta e atordoada, mas uma pessoa entrou na discussão: uma Ozera eu não sei, mas que aparentemente tinham a solidariedade da família em sua mente. Levantou-se, cruzando os braços em desafio. "Metade deste Tribunal odiava Tatiana por causa daquela lei. E você era um deles".
"Eu não tinha o meu guarda-costas subornando uma testemunha para atacar Lis-princesa Dragomir. E não finja que você não sabia quem era o cara, eu avisei a ela. Ele era o seu guarda-costas. Vocês foram vistos juntos". A descrição de quando ela visitou St. Louis tinha sido perfeitamente clara.: longos cabelos negros, olhos azuis, e as cicatrizes de um lado do rosto.
"Rose, eu não posso mesmo acreditar que isso está acontecendo, mas se James- que era o seu nome - fez tudo o que você está falando, então, ele atuou sozinho. Ele sempre teve idéias radicais. Eu sabia disso quando eu o contratei como proteção externa, mas eu nunca pensei que ele era capaz de matar".
Ela olhou em volta, procurando por algum guardião e, finalmente, voltou-se para o Conselho. "Eu sempre acreditei que Rose era inocente. Se James é o único responsável por isso, então estou mais que feliz em lhes dizer tudo o que eu sei a favor da Rose claro".
Assim, tão fácil. O mistério Moroi-James- quase tudo sempre tinha sido Tasha. Ele porém, sempre foi avistado em situações suspeita em que ela não tinha sido, como o suborno a Joe e o ataque a Lissa. Eu poderia salvar Tasha e apenas colocar a culpa nele. Ele já estava morto. Tasha e eu poderíamos ser amigas. Ela não agiu em princípio, certo? O que havia de errado com isso?
Christian ficou de pé ao lado dela, olhando para mim como se eu fosse um estranho. "Rose, como você pode dizer isso? Você a conhece. Você sabe que ela não faria isso. Pare de fazer uma cena e vamos descobrir como aquele cara James matou a rainha."
Assim, tão fácil. Culpar um homem morto.
"James não poderia ter estacado Tatiana", eu disse. "Ele teve uma lesão na mão. Precisaria das duas mãos para alguém estacar um Moroi. Eu já vi isso acontecer duas vezes agora. E eu aposto que se você puder tirar uma resposta direta de Ethan Moore..." Olhei para o guarda que estava pálido. Ele provavelmente poderia saltar para uma luta e matar sem hesitar. Mas este tipo de exame? E eventual interrogatório por seus colegas? Eu não acho que ele aguentaria. Foi provavelmente a razão de Tasha ter sido capaz de manipulá-lo. "James não estava lá na noite que Tatiana morreu, era ela?E eu não acho que foi Daniella Ivashkov, apesar de que foi dito a princesa Dragomir anteriormente. Mas Tasha foi. Ela Foi no quarto da rainha e ele não relatou".
Ethan olhou como se quisesse fugir, mas suas chances de escapar eram quase tão boas quanto as minhas e as de Dimitri. Ele abanou a cabeça lentamente.
"Tasha não ia matar ninguém". Não era exatamente a confirmação de sua localização, mas eu queria fechar. Os guardiões iriam se focar nele mais tarde.
"Rose!" Christian estava chateado agora. Vendo ele me olhar com indignação, doía ainda mais do que a expressão de Tasha. "Pare com isso!"
Lissa deu alguns passos hesitantes em frente. Eu podia sentir em sua mente que ela não queria acreditar no que estava dizendo também. . . ainda assim ela confiava em mim. Ela pensou em uma solução controversa. "Eu sei que é errado. . . mas, se usada coerção sobre os suspeitos. .."
"Não chegue a sugerir isso!" Exclamou Tasha, virando os olhos afiados em Lissa. "Fique fora disso. É seu futuro na linhagem aqui. Um futuro que poderia torná-la grande e conseguir as coisas que nosso povo precisa". "Um futuro que você poderia manipular", eu percebi. "Lissa acredita em um monte de reformas que você representa. . . e você acha que poderia convencê-la daquelas que não representa. Especialmente se ela está com o seu sobrinho. Foi por isso que você lutou tanto para mudar a lei quorum. Você queria que ela fosse rainha."
Christian começou a dar um passo adiante, mas Tasha colocou a mão em seu ombro como forma de restrição. Aquilo não o impediu de falar. "Isso é idiota. Se Lissa deveria ser rainha, por que fazer esse cara James atacá-la?" Isso foi um mistério para mim também, uma das brechas no meu plano. Mas Dimitri. Consciente de seus dois guardas, deslocou-se pra perto de mim.
"Porque ninguém deveria morrer". Dimitri disse baixo, sua voz ressonante soou maravilhosa com a acústica do lugar. Ele não precisava de microfone, ele dirigiu suas palavras a Tasha. "Você não esperava que um guardião estivesse com ela". Ele estava certo, eu percebi. Eddie havia sido designado a noite em circunstâncias estranhas e praticamente só fez voltar no tempo para ver Ambrose com Lissa. "James, provavelmente, foi apenas fingir um ataque e acabou executado. . . suficiente para gerar simpatia e mais apoio para Vasilisa. O que certamente aconteceu de forma mais severa".
A indignação em Tasha, seu rosto transformado em algo que eu não poderia mensurar imediatamente. Ela não pareceu ofendida com as minhas acusações, mas então, depois de Dimitri. Ela olhou legitimamente ferida. Esmagada. Eu sabia que olhar era aquele. Tinha visto no rosto de Adrian horas atrás.
"Dimka, você também não", disse ela.
Através dos olhos de Lissa, vi as cores da aura de Tasha mudando, queimava um pouco mais clara quando ela olhou para Dimitri. Eu podia ver exatamente o que Sonya tinha explicado pra mim, como a aura mostrava afeto.
"E foi por isso que eu tomei a queda", eu murmurei baixinho. Ninguém além de Dimitri e nossos guardiões me ouviu.
"Hmm?" Dimitri perguntou.
Eu apenas balancei a cabeça. Todo esse tempo, Tasha ainda amava Dimitri. Eu sabia que ela tinha no ano passado, quando ela fez uma oferta para ele se unir a ela e ter filhos - não era algo que os homens dhampir tinham a chance de conseguir. Ele tinha recusado, e eu pensei que ela tinha aceito simplesmente a amizade dele. Ela não tinha. Ela ainda o amava. Quando Lissa tinha revelado a minha relação com Dimitri a Hans, Tasha já sabia. Mas por quanto tempo? Eu não tinha certeza. Ela certamente sabia sobre nossa relação antes de matar Tatiana, e colocando o assassinato em mim, deixava Tasha livre e limpa para voltar suas chances com Dimitri.
Não havia nenhum objetivo em trazer seus motivos pessoais para me culpar. O assassinato de Tatiana foi a verdadeira questão em jogo. Eu olhei para Hans. "Você pode me prender" , eu quis dizer isso. "Mas você não acha que tem o suficiente para levar ela e Ethan também?"
Hans tinha uma face ilegível. Seus sentimentos em relação a mim eram sempre cheios de idas e vindas , desde o dia que nos conhecemos. Às vezes, eu era uma encrenqueira sem futuro. Outras vezes, eu tinha potencial para ser uma líder. Ele acreditava que eu era um assassina, mas ele ainda tinha me permitido enfrentar a multidão. Na realidade ele não gostava dos meus amigos também. O que ele faria agora?
Ele levantou os olhos do meu rosto e olhou para onde estavam sentados vários guardiões na platéia, prontos para qualquer ação. Ele deu um breve aceno de cabeça. "Levem a Senhora Ozera. E Moore. Nós vamos interrogá-los".
Vendo como Tasha estava sentada no meio de outras pessoas, houve um pouco de medo e pânico, quando quatro guardiões se moveram em direção a dela. Eles evitavam ferir outras pessoas da platéia, tanto quanto possível, mas ainda havia muitos puxões e empurrões. O que veio como uma total surpresa era como ferozmente Tasha revidava. Ela foi treinada, eu me lembrava. Não na mesma forma, que foram os guardiões, mas o suficiente para torná-lo difícil de obter o domínio dela. Ela poderia chutar e socar- estacar a rainha - e, ainda conseguiu colocar um guardião abaixo.
Ela poderia realmente tentar lutar da sua maneira fora daqui, eu imaginei- embora eu não acreditei nem por um instante que tentaria. Foi muito lotado e caótico. Guardiões estavam indo em direção a batalha. Apavorados os Moroi estavam tentando fugir da luta. Todo mundo parecia estar ficando no caminho de todos eles. De repente, um estalo alto ecoou pela sala. Uma arma de fogo. A maioria dos Moroi caiu no chão, embora guardiões iam chegando. Segurando um revólver, ela deve ter confiscado do guardião que ela havia derrubado, Tasha agarrou o primeiro Moroi que pôde com a mão livre. Para ajudá-la, foi Mia Rinaldi. Ela estava sentada perto de Christian. Eu não acho mesmo que Tasha tinha notado a sua escolha como refém.
"Não se mexam!" Tasha gritou com os guardiões da invasão. A arma estava na cabeça de Mia, e eu senti meu coração parar. Como as coisas tinham encaminhado a este ponto? Eu não tinha, nunca, previsto isso. Minha tarefa era para ser limpa e arrumada. Revelar Tasha. Repudiá-la. Feito.
Os guardiões congelaram, menos por causa de seu comando e mais porque eles estavam avaliando como lidar totalmente com a ameaça.
Enquanto isso, Tasha começou a lentamente, muito lentamente, fazer o seu caminho em direção à saída, arrastando Mia junto. Seu progresso foi lento e pesado, graças a todas as cadeiras e as pessoas no caminho. O atraso deu tempo aos guardiões para resolver esse ariscado dilema. Vêm em primeiro lugar. A vida de Mia, a vida de um Moroi estava na linha. Os guardiões não queriam Mia morta, mas uma arma em punho de uma guerreira Moroi também não poderia sair livre.
A coisa era, Tasha não era o único guerreiro Moroi na sala. Ela provavelmente pegou o pior refém possível, e eu poderia dizer pelo brilho nos olhos Mia que ela não estava indo calmamente. Lissa percebeu isso também. Um ou dois deles estavam indo para serem mortos, e Lissa não poderia deixar isso acontecer. Se ela pudesse fazer Tasha olhar para ela, ela poderia obrigá-la à submissão.
Não, não, não, eu pensei. Eu não preciso de outro amigo envolvido.
Ambos, Lissa e eu, vimos Mia enrijeceu e saiu tentando quebrar a posse de Tashas. Lissa percebeu que ela tinha que agir agora. Eu podia sentir através da vínculo. Eu podia sentir seus pensamentos, a decisão, até a forma de como seu corpo, músculos e nervos avançaram para chamar a atenção de Tashas. Senti tudo tão claramente, como se nós compartilhamos o mesmo corpo. Eu sabia onde Lissa iria pisar, antes que se movesse.
"Tasha, por favor não"
Lissa saltou para a frente, seu grito triste interrompido por Mia que chutou de volta para Tasha e afastou-se, escorregando para fora do alcance da arma. Tasha, assustada com as duas na sua frente, ainda tinha a arma apontada para fora. Com Mia fora de seu alcance e tudo acontecendo tão rápido, Tasha freneticamente disparou dois tiros na primeira ameaça que se deslocou em direção a ela, que não eram os guardiões que se aproximavam rapidamente. Foi uma esguia figura de branco que tinha gritado com Tasha.
Ou, assim, que teria sido. Como eu disse, eu sabia exatamente onde Lissa pisaria e o que ela faria. E naqueles preciosos segundos antes que ela agisse, eu me soltei de meus captores, antes de segurarem, e me joguei na frente de Lissa. Alguém pulou atrás de mim, mas já era muito tarde. Isso foi quando a pistola de Tashas tinha ido. Eu senti uma picada e ardor no peito, e então não havia nada além da dor a dor de uma forma completa e tão intensa que era quase além da compreensão.
Senti-me cair, senti Lissa me pegando e gritando algo, talvez para mim, talvez a outra pessoa. Havia tanta coisa, e uma comoção na sala que eu não sabia o que tinha acontecido com Tasha. Não era só eu, e a dor que minha mente estava tentando deixar de fora. O mundo parecia ficar mais silencioso. Vi Lissa olhando para mim, gritando algo que eu não conseguia ouvir. Ela
estava linda. Brilhante. Coroada em luz. . . mas tudo foi se fechando e escurecendo em torno dela. E naquela escuridão, eu vi os rostos. . . fantasmas e espíritos que sempre me acompanharam. No fim eles se espalhavam e cresciam. Acenando.
Uma pistola. Eu tinha sido derrubada por uma arma. Era quase cômico. "Trapacearam ", pensei. Eu tinha passado a minha vida com foco no mano-a-mano, combate, aprender a esquivar de mãos presas e poderosas que poderia agarrar meu pescoço. Uma arma? Foi assim. . . assim tão fácil. Deve ser um insulto? Eu não sabia. Será que isso importa? Eu não sei o que queria. Tudo que eu sabia naquele momento era que eu ia morrer, independentemente.
Minha visão estava ficando escura, da escuridão os fantasmas, e no fim eu jurei, era como se eu pudesse ouvir Robert sussurrando em meu ouvido: O mundo dos mortos não vai desistir de você uma segunda vez. Pouco antes da luz desapareceu completamente, eu vi o rosto de Dimitri junto a Lissa. Eu queria sorrir. Decidi então que se as duas pessoas que eu mais amava estavam a salvo, eu poderia deixar este mundo. Os mortos podem finalmente me ter. Eu tinha cumprido o meu propósito, não é? Para lhe proteger? Eu tinha feito isso. Eu tinha protegido Lissa, como eu tinha jurado eu sempre fazia. Eu estava morrendo na batalha. Nenhum livro nomeação para mim. O rosto de Lissa brilhava em lágrimas, e eu esperava que tivesse transmitido o quanto eu a amava. Com a última centelha de vida que eu tinha deixado, eu tentei falar, tentei deixar Dimitri saber que eu o amava muito e que ele tinha que protegê-la agora. Eu não acho que ele entendeu, mas as palavras do código dos guardiões foram meu último pensamento consciente.
"Eles vêm em primeiro lugar".


Traduzido por Luci.

Capitulo 32

SYDNEY e seus amigos não estavam felizes por não estarem indo levá-los conosco.
“Eu faria,” eu disse a ela, ainda me recuperando com Ian. “ Mas, levando-nos dentro e fora tem sido bastante difícil! Se sair com você, todos seremos presos. Além disso, em breve, não importará. Uma vez que dizer a todos na Corte o que sabemos e limpar meu nome, os guardiões não vão precisar mais de você.”
“Não são seus guardiões que me preocupa.”, respondeu ela. Ela usou esse tom blasé dela, mas eu podia ver um brilho de medo legítimo em seus olhos, e eu perguntei quem ela estava se referindo. Os Alquimistas? Ou mais alguém?

“Sydney”, eu disse heistante, apesar de saber que eu e Mikhail precisávamos sair de lá. “ O que realmente Abe fez pra você? Deve ter sido mais que uma Transferência.” Sydney me deu um sorriso, um triste sorriso.
“Isso não importa Rose, eu iriei lidar com o que vier. Apenas vá agora, OK? Vá ajudar seus amigos”.

Eu queria dizer mais... para descobrir mais. Mas a expressão de Mikail me disse que ele concordava com ela, e então, com breve despedida, nós a deixamos. Quando nós voltamos onde os outros estavam esperando no estacionamento, eu vi que a situação não havia mudado muito. Dimitri estava passeando, sem dúvida inquieto por estar fora de ação. Jill estava perto de Sonya, como que buscando proteção com a mulher mais velha, e Adrian ficou longe de todos, poupando apenas um piscar de olhos quando o carro de Mikhail parou.

Quando disse ao grupo o que nós tínhamos aprendido, porém, isso teve uma reação de Adrian.
“Impossível. Eu não posso acreditar nisso.” Bateu um cigarro. “Seus amigos Alquimistas estão errados.”
Eu mal podia acreditar nisso também, mas eu não tinha nenhuma razão para pensar que Ian iria mentir. E sinceramente, se Adrian estava tendo uma má reacçao com isso, não haveria palavras do que ele iria pensar se caso nós dissesemos quem era o nosso anterior era suspeito.Olhei para dentro da noite, tentando chegar a termos com o assassino de Tatiana e armado para mim.Era difícil até mesmo para mim acreditar. Traição foi dura.

“Os motivos estão lá...” eu disse relutante. Desde que Ian tinha dito quem ele viu, uma dúzia de razões para o assassinato se encaixaram. “ E eles são políticos. Ambrose estava certo.”
“ A identificação de Ian é uma dura evidência,” disse Dimitri, tão chocado como o resto de nós. “ Mas há muitos outros bruracos, um monte de pedações que não se encaixam.”
“Sim” Um em particular estava me incomodando. “ Como, por que EU fui colocada nisso”.
Ninguém tinha a resposta para isso.
“Nós precisamos voltar para a Corte”, disse Mikhail por último. “ Ou vão notar minha falta”.

Lancei a Jill o que eu esperava que fosse um sorriso encorajador. “E você tem que fazer sua estréia.”
“Eu não sei o que é mais louco” , disse Adrian. “ A identidade do assassino ou Jailbait ser um Dragomir”. Suas palavras pra mim eram frias, mas o olhar que ele deu a ela foi gentil. Louco como a notícia era, Adrian não teve muito tempo para acreditar no parentesco de Jill. Ele estava cansado o suficiente para acreditar na infidelidade de Eric, e aqueles olhos reveladores selou o acordo. Eu acho que ouvir o que Ian tinha-nos dito estava machucando mais Adrian do que ele mostrava. Descobrir que a pessoa responsável pelo assassinato da sua tia era alguém que ele conhecia intensificava a dor. E descobrir sobre mim e Dimitri não ia ajudar muito também.
Para o desânimo de Mikhail, Sonya ofereceu-se para ficar para trás enquanto o resto de nós ia para a Corte. Nós não poderiamos trazer ambos os carros, e esse único cabia cinco. Ela se considerava o menos útil nessa empreitada. Com muitos abraços, beijos, e lágrimas, ela prometeu a que ele que se veriam outra vez, uma vez que esta confusão fosse resolvida. Eu esperava que ela estivesse certa.

Meu encanto obscureceu meu rosto o suficiente para me passar através do portão. Mas Jill era um problema mais complicado. O seu seqüestro foi notícia quente Moroi, e se ela for reconhecida por qualquer um dos guardiões do portão, seria parada ali mesmo. Estávamos apostando que os guardas estariam demasiadamente apressados para percebê-la como teriam com Dimitri e eu. Isso levou Dimitri a dar mais prioridade no disfarce – querendo a ajuda de Adrian. Adrian não era tão hábil com a ilusão como Sonya era, mas entendia o suficiente para fazer a aparência de Dimitri ser alterada aos olhos dos outros. Era semelhante à forma como ele tinha usado o espírito durante a minha fuga da prisão. A questão era se iria ou não Adrian realmente fazê-lo por nós. Ele não tinha dito uma palavra a ninguém sobre o que ele tinha visto entre mim e Dimitri, mas os outros devem ter sentido o aumento repentino da tensão.

“Nós temos que ajudar Lissa” eu disse a ele, quando ele não respondeu a meu pedido. “ O tempo está correndo, por favor nos ajude”. Eu não estava rastejando, se era isso que ele esperava. Felizmente, não era. Adrian respirou profundamente e fechou seus olhos num breve momento. Eu estava certa que ele desejava algo mais forte que cigarros. Finalmente, ele acenou.
“ Vamos.”

Deixamos Sonya com as chaves para o segundo carro, e ela ficou ali com os olhos brilhando, vendo como nós dirigimos para fora. Dimitri, Mikhail, e eu passamos a maior jornada analisando a nossa coleta de dados. A mulher de Ian havia descrito não poderia ser tudo o que nós tinhamos ficado para o do assassino.
Eu estava sentada no banco de trás com Adrian e Jill, inclinado para a frente e verificando as coisas fora de meus dedos.
“Motivo? Sim. Habilidade? Sim. Pagando Joe? Sim. O acesso as câmaras de Tatiana…” Eu fiz uma careta, de repente, pensando no que tinha ouvido enquanto estava com Lissa.” Sim.”
Isso rendeu-me um olhar surpreso de Dimitri.” Sério? Essa foi uma parte que eu não consegui descobrir.”
“Certeza que eu sei como ela fez isso”, eu disse.” Mas a carta anônima para Tatiana não faz sentido. Sem mencionar obscurecer a família de Lissa ou tentar matá-la. Ou tentando me acusar.”
“Podemos estar lidando com mais de uma pessoa,” disse Dimitri.
“Como uma conspiração?” Eu perguntei, assustada.

Ele balançou a cabeça. “Não, quero dizer, alguém tinha um ressentimento contra a rainha. Mas não alguém que iria tão longe a ponto de matá-la. Duas pessoas, duas agendas. Provavelmente nem sequer tinham conhecimento do outro. Estavam misturando as provas.”
Eu me calei, revirando as suas palavras. Fazia sentido, e eu peguei na nuance que por alguém, ele quis dizer Daniella. Nós estavamos certos sobre os motivos, ela não gostava de Tatiana - os treinamentos, a lei de idade não sendo dura o suficiente, encorajando o espírito….Mas que não haviam sido suficientes para o assassinato. Uma carta furiosa, suborno pela segurança de seu filho? Estes foram os tipos de ações que a Senhora Daniella Ivashkov tomou. Não estacamento.

No silêncio que se seguiu, ouvi palavras suaves entre Jill e Adrian, que tinham uma conversa enquanto o resto de nós montavamos a estratégia.
“O que eu faço?” Jill perguntou-lhe em voz baixa.
Sua resposta foi rápida e certeira. “Aja como se você merecesse estar lá. Não os deixe intimidá-la.”
“E quanto a Lissa? O que ela vai pensar de mim?”
Adrian hesitou só um momento. “Não importa. Basta agir do jeito que eu te disse.”

Meu estômago afundou, ouvindo-o dar-lhe sérios conselhos desse tipo. Desordeiro, presunçoso e petulante.. ele era todas essas coisas. Mas seu coração era bom. O coração que eu acabei de quebrar. Eu sabia que eu estava certa sobre o grande potencial de Adrian. Ele poderia fazer grandes coisas. Eu só esperava que eu não tivesse regredido isso. Pelo menos eu não teria que lhe dizer que sua mãe era um assassina….mas ainda...

Todos nós ficamoss em silêncio quando chegamos ao portão. A fila de carros ainda estava lá, e nós nos tornamos mais e mais nervoso à medida que avançavamos. Um giro à mente Lissa me disse que não estavamos perdendo nada no Conselho. A situação caótica foi praticamente a mesma antes, embora o olhar exasperado na cara de Nathan me fez pensar que ele iria pedir o fechamento do processo em breve e continuar amanhã. Eu não tinha certeza se era bom ou ruim.
Os guardiões reconheceram Mikhail, é claro, e ainda vigilante, seus instintos iniciais não suspeitaram dele de atos abomináveis. Ele disse vagamente que ele foi enviado para pegar algumas pessoas. O guardião olhou no carro analizando Dimitri, eu , e felizmente, Jill.
Adrian, uma figura bem conhecida, nos adicionou respeito. Após uma verificação obrigatória da mala, fomos enviados para dentro.

“Oh meu Deus. Funcionou,” eu respirei, conforme Mikhail dirigia-se à área de estacionamento dos guardiões.
“E agora?” Perguntou Jill.
“Agora vamos restabelecer a linha Dragomir e chamar o assassino”, eu disse.
“Oh, isso é tudo?” O sarcasmo do Adrian era palpável.
“Você sabe”, observou Mikhail, “que no instante em que suas ilusões forem descartadas, vocês dois vão ser atingidos pelos guardiões e devolvidos á cadeia. Ou pior.”
Dimitri e eu trocamos olhares.
“Nós sabemos,” eu disse, tentando ignorar as memórias dessa experiência terrível, claustrofóbica. “Mas se tudo der certo…nós não vamos ter que ficar lá por muito tempo. Eles irão usar o que nós descobrimos e, eventualmente, nos libertar”. Eu soei mais otimista do que eu me sentia.


Depois de estacionado, o nosso grupo foi em direção ao prédio dos salões de baile, que poderia ser visto a milhas de distância com todas as pessoas ao seu redor. Que estranho. Não muito tempo atrás, eu fiz esta mesma viagem, com quase o mesmo povo, apressando-nos para nos afastarmos da Corte.Nós tinhamos o espírito nos disfarçando então, também, e foi uma louca escapada. Agora estávamos conscientemente caminhando em perigo. Eu estava convencida de que se eu pudesse fazê-lo sem ser detectada e entregar a minha notícia, tudo daria certo. Se o encanto de Sonya funcionou perfeitamente, quando vi os alquimistas. Eu não tinha nenhuma razão para duvidar dele, mas o medo ainda se escondia no fundo da minha mente: e se ele parou de funcionar? E se o disfarce for descoberto antes mesmo de entrar no prédio? Será que eles vão me prender? Ou será que eles simplesmente vão atirar primeiro?
As portas foram barrados para os espectadores, mas os guadriões tinham acesso, por isso, mais uma vez Mikhail nos colocou pra dentro, usando Adrian como razão. O sobrinho da ultima rainha não poderia ser recusado, e com o caos interior, mais guardiões, - que Dimitri e eu parececiamos ser- eram bem-vindos. Adrian mantinha um braço em volta de Jill enquanto eles entraravam, e os guardiões deixam-na passar.
Entramos no salão, completamente despercebidos. Eu tinha visto a discussão pelos olhos Lissas, mas era totalmente diferente em pessoa.

Mais barulhento. Mais irritante. Meus amigos e eu trocamos olhares. Eu tinha me preparado para um grande confronto com o público - inferno, não seria a primeira vez, - mas este foi um teste além das minhas habilidades.
“Nós precisamos de alguém para chamar a atenção do salão”, eu disse. “Alguém que não tem medo de fazer um espetáculo - quero dizer, além de mim, claro.”
“Mikhail? Onde você esteve?”
Viramos e vimos Abe diante de nós.
“Bem, falando do diabo”, eu disse.” Exatamente o que precisamos.”

Abe olhou para mim e franziu a testa. Encantos podem ser vistos através de outros, quando sabiam que um estava sendo usado. Encantos também eram menos eficazes se os outros conhecessem bem o usário. Foi como Victor tinha me reconhecido em Tarasov. O de Sonya era forte demais para Abe quebrar plenamente, mas ele poderia dizer que algo não estava certo.
“O que está acontecendo?”, Perguntou ele.
“ O mesmo velho homem” , eu respondi alegremente. “Perigo, os planos insanos….você sabe, as coisas que correm em nossa família.”
Ele piscou os olhos novamente, ainda totalmente incapaz de ver através do encanto. Eu provavelmente estava embaçada.
” Rose? É você? Onde você esteve?”
“Precisamos da atenção do salão”, eu disse. Eu me perguntei se isso era o que sentia quando os pais pegavam seus filhos presos por violar o toque de recolher. Ele parecia muito desaprovador.”Nós temos uma maneira de resolver todo esse argumento”.
“Bem”, observou secamente Adrian,” Nós temos, pelo menos, uma maneira de iniciar um outro”.
“Eu confiei em você no meu plano”, disse a Abe. “Você não pode confiar em mim agora?”
A expressão de Abe foi irônica. “ Aparentemente você não confiou em mim o suficiente para permanecer em West Virginia”.
“Questões de ordem técnica,” eu disse. “Por favor. Nós precisamos disso.”
“E nós temos um curto tempo,” adicionou Dimitri.

Abe estudou-o também.” Deixe-me adivinhar. Belikov?” Houve incerteza na voz de meu pai - Adrian estava fazendo um bom trabalho em manter a ilusão por cima de Dimitri, mas Abe era inteligente o suficiente para deduzir que estaria comigo.
“Pai, temos de nos apressar. Nós temos o assassino e nós temos a….” Como eu explico isto? ”Uma chance de mudar a vida de Lissa.”
Nada surpreendia muito Abe, mas acho que o meu uso sério do “pai” o fez. Varrendo a sala, seus olhos pousaram em alguém, e ele deu um empurrão pequeno de sua cabeça. Alguns segundos depois, minha mãe apertou seu caminho através de nós. Ótimo. Ele chamou, ela veio. Eles estão muito sociáveis ultimamente. Eu esperava que Lissa fosse a única com um irmão surpresa.
“Quem são essas pessoas?” Perguntou minha mãe.
“Advinhe”, Abe respondeu categoricamente. “Quem seria tolo o suficiente para invadir uma Corte, depois de escapar dele?”
os olhos de mamãe ampliaram. “ Como …“
“Sem tempo”, disse Abe. O olhar aguçado, que ele recebeu em troca disse que ela não gostava de ser interrompida. Talvez sem irmãos, afinal.
“Tenho a sensação de metade dos guardiões nesta sala vão estar em cima de nós em breve. Você está pronta para isso?”

Minha pobre mãe cumpridora da lei parecia aflita, percebendo o que estava sendo solicitado dela. ”Sim.”
“Eu também,” acrescentou Mikhail.
Abe estudou todos nós. “Eu acho que há chances piores.”
Dirigiu-se até onde Nathan Ivashkov estava encostado em seu pódio. Ele parecia cansado e derrotado, e totalmente perdido sobre o que fazer com a bagunça diante dele. Com a nossa abordagem, os candidatos a monarca olharam com curiosidade, e eu senti um choque súbito de surpresa pelo vínculo. Lissa podia ver através dos encantos do espírito. Senti segurar sua respiração com a nossa visão. O medo, choque e alívio passando por ela. E confusão, é claro. Ela estava tão feliz de nos ver que ela esqueceu tudo sobre as eleições e começou a ir em nosso entrocontro. Eu dei-lhe um rápido aceno negando com a cabeça, pedindo a ela para manter a nossa capa, e depois de um momento de hesitação, ela sentou-se. Ela estava preocupada e perplexa, mas confiava em mim.
Nathan veio à vida quando nos viu, principalmente quando Abe simplesmente empurrou para fora do caminho e agarrou o microfone.” Ei, o que está…“

Eu esperava Abe gritar para todo mundo calar a boca ou algo assim. É claro que Nathan tinha tentado isso por um tempo, sem resultados. Então, eu estava muito chocad, como todos os outros, quando Abe colocou os dedos em seus lábios e soltou o assosvio mais estridente que eu já tinha ouvido falar. Um assobio através de um microfone?”Yeah. Ele machucou meus ovidos. Tinha que ser pior para os Moroi, e os comentários gritando para nós não ajudaram.
A sala se acalmou o suficiente para ele ser ouvido.
“Agora que vocês tem o bom senso de manter suas bocas fechadas”, disse Abe, “ nós temos….algumas coisas a dizer.” Ele estava usando sua confiança, a voz de quem “eu controlo o mundo”, mas eu sabia que ele estava tomando um monte de fé aqui.
“Aja rápido”, ele murmurou, estendendo o microfone para nós.

Eu limpei a garganta.
“Estamos aqui para, uh, resolver este debate uma vez por todas.” Isso trouxe resmungos, e me apressei em voz alta antes do salão estourar novamente. “As leis podem ficar do jeito que são. Vasilisa Dragomir tem direito ao seu lugar no Conselho e de votos elegíveis para ser um candidato completo para o trono. Existe um outro membro de sua família. Ela não é a última Dragomir.”
Murmúrios e sussurros eclodiram, e no entanto não era nada como o rugido anterior, provavelmente porque os Moroi amavam intrigas, e eles tinham que saber como isso iria se desenrolar. Na minha visão periférica, eu poderia ver guardiões formando um perímetro muito frouxo em torno de nós. Sua preocupação era a segurança, não de escândalo.

Eu acenava para a frente de Jill. Por um instante, ela congelou, então eu perguntei se ela recordou as palavras do Adrian no carro. Ela saiu do meu lado, tão pálida que eu me preocupava que ela pudesse desmaiar. Eu quase me senti como se eu pudesse também. A tensão e a pressão foram avassaladoras. Eu tinha ido tão longe.
”Esta é Jillian Mastrano Dragomir. Ela é a filha ilegítima de Eric Dragomir, mas ela é sua filha e oficialmente parte da linhagem.” Odiava usar ilegítima, mas, neste caso, era um fato necessário.

O silêncio se seguiu por uma batida de coração, Jill precipitadamente, se inclinou para mim e para o microfone. “ Eu sou uma Dragomir,” disse claramente, apesar de suas mãos trêmulas. “Nossa família tem seu quorum, e minha irmã tem todos os seus direitos”.

Eu pude ver outra explosão do efifício,e Abe saltou entre Jill e eu, agarrando o microfone. “Para aqueles que não acreditam nisso, um teste de DNA vai esclarecer todas as dúvidas sobre sua linhagem.” Tive de admirar a audácia de Abe. Ele só tinha sabido desta informação sessenta segundos atrás, e já estava defendendo com certeza, como se ele mesmo tivesse realizado os testes necessários anteriormente em seu laboratório de genética em casa. Mais fé, e uma vantagem que ele não poderia deixar passar. Meu velho amava segredos.
A notícia provocou a reação que eu tinha esperado. Uma vez que o público tinha processado a informação, uma enxurrada gritante de comentários começou.

“Eric Dragomir não teve outros filhos, ilegítimos ou não!”
“Esta é uma enganção!”
“Mostra-nos a prova! Onde estão os testes?”
“Bem….ele era um flertador.”
“Ele tinha uma outra filha.”
Este último calou a multidão, tanto porque foi falado com autoridade e porque veio de Daniella Ivashkov. Ela se levantou, e mesmo sem microfone, ela tinha uma voz que poderia ser ouvida por todo salão. Ela também era uma pessoa bastante importante na nossa sociedade para chamar a atenção. Muitos dentre os membros da família real foram praticamente condicionados a ouvi-la. Na sala de agora quieta, Daniella continuou falando.
“Eric Dragomir teve uma filha ilegítima com uma mulher chamada Emily Mastrano –uma dançarina, se bem me lembro. Ele queria que ela mantida em segredo e precisava de fazer certas coisas, coisas que ele não poderia fazer sem ajuda com isso. Eu era um dos poucos que ajudaram.” Um não caracteristico sorriso amargo apareceu nos lábios. “E honestamente, eu não teria mencionado se isso permanecesse secreto”.
Pedaços clicaram na minha cabeça. Eu já sabia quem tinha quebrado os registros alquimistas. E porquê. No salão quieto, eu não precisei de um microfone para responder, também.


“O suficiente para fazer certos papéis desaparece?”.
Daniella fixou aquele sorriso em mim. “Sim.”
“Porque se os Dragomir acabassem, o espírito também iria. E Adrian estaria seguro. Espírito estava recebendo muita atenção muito rápido, e você precisava para se livrar de qualquer evidência sobre Jill para matar a credibilidade Vasilisa”.A expressão Daniella confirmava muito. Eu deveria ter deixado isso assim, mas minha curiosidade não ia permitir isso.” Então, por que admiti-lo agora?”
Daniella deu de ombros.” Porque você está certa. Um teste de DNA vai mostrar a verdade.” Havia suspiros de espanto de quem tomou a palavra dela como um evangelho e me perguntei o que isso significava. Outras pessoas se recusaram a acreditar e usava olhares de desprezo. Daniella, certamente decepcionada de que a verdade havia vazado, no entanto parecia resignada e disposta a aceitá-la. Mas seu sorriso logo caiu enquanto ela me estudava mais de perto. “O que eu gostaria de saber é: quem no mundo é você?”

.Uma boa parte da platéia pareceu querer saber isso também. Eu hesitei. O encantado de Sonya tinha conseguido disfarçar-me muito bem neste momento. Tivemos uma aceitação frágil de Jill e da linha de Dragomir. Se deixarmos o sistema de seu curso, e se Lissa ganhou como eu queria - agora eu teria um majestoso advogado no caso, para limpar-me.

Mas olhando para a multidão, cheio de pessoas que havia conhecido e respeitado e que ainda tinham me condenado sem dúvida -Eu senti raiva queimar dentro de mim. Induzida pela espírito ou não, aquilo não importava. Eu ainda estava indignada com a facilidade com que fui acusada e jogada fora. Eu não queria esperar para que isso fosse resolvido em algum escritório dos guadiões em silêncio. Eu queria enfrentá-los. Eu queria que eles soubessem que eu era inocente, da morte da rainha, pelo menos.
E assim, superando meus próprios recordes para um comportamento perigoso e imprudente, eu arranquei a pulseira de Sonya.
“ Eu sou Rose Hathaway.”

Traduzido por:Jackie